segunda-feira, 19 de junho de 2017

Logística para colorir - episódio 8

Olá
Lamentavelmente o episódio 8 subiu com um erro.
É melhor pedir desculpas pela bobeada do que disseminar uma informação incorreta.

Estamos corrigindo, o que talvez necessite da gravação de um novo vídeo com o mesmo conteúdo.
Tão logo isso esteja corrigido, o vídeo voltará ao ar.

Agradecemos pela compreensão.

domingo, 11 de junho de 2017

Contrate bons escritores

imagem por Chris Greene - www.freeimage.com

Na série de vídeos que estou desenvolvendo, tenho procurado destacar as qualidades de bons analistas, aqueles profissionais que fazem a diferença nos projetos em que se envolvem.

Essa também é uma conversa recorrente com meus alunos, após ter solicitado alguma pesquisa ou leitura, seguida da elaboração de relatórios, quando chegam aqueles textos "enormes" de um ou dois parágrafos e não mais do que 10 linhas.
-Aprendam de uma vez: Escrever é fundamental.

Hoje, dando uma limpada naqueles documentos perdidos em nossos backups, vi o texto abaixo e não poderia deixar de compartilhar, visto que fala exatamente sobre o assunto


Contrate bons escritores:

Se está tentando decidir entre poucas pessoas para preencher uma posição, sempre contrate o melhor escritor. Não importa se essa pessoa é um designer, programador, marketing, vendedor ou o que for, essa habilidade leva a escrever mais efetivamente e concisamente código, design, emails, mensagens instantâneas e mais.
Isso porque ser um bom escritor é mais do que apenas palavras. Bons escritores sabem como se comunicar. Eles tornam as coisas mais fáceis de entender. Eles podem se colocar no lugar dos outros. Eles sabem o que omitir. Eles pensam claramente. E essas são as qualidades que você precisa.

Uma Mente Organizada
Boas habilidades de escrita são um indicador de uma mente organizada que é capaz de arranjar informação e argumentos de uma maneira sistemática e também ajudar (não fazer) outras pessoas a entender as coisas. Isso aparece no código, comunicação pessoal, mensagens instantâneas (para aqueles colaboradores de longa distância) e até esses conceitos exotéricos como profissionalismo e confiança.
 —Dustin J. Mitchell, developer (de Signal vs. Noise)

Escrita Clara leva a Pensamento claro
Escrita clara leva a pensamento claro. Você não sabe o que sabe até tentar expressar esse conhecimento. Boa escrita é em parte uma questão de caráter. Em vez de fazer o que é fácil para você, faça o que é mais fácil para seu leitor.
—Michael A. Covington, professor de ciências da computação da Universidade da Geórgia

fonte do texto: https://signalvnoise.com/archives2/hiring_tip.php

domingo, 14 de maio de 2017

Logística para colorir - episódio 3

Eu creio que mais uma vez não aparecerá o video no blog. Esse é um bug que não estou conseguindo consertar, infelizmente. Mas segue o link para garantir que você possa vê-lo. Boa semana. https://youtu.be/8QPdN0t4z14

sábado, 6 de maio de 2017

sábado, 29 de abril de 2017

Dá para aprender logística com video game

E de quebra aprender inglês... Link para a página

Logística para colorir no Youtube - episódio 1

Se o vídeo não estive visível no espaço abaixo, por gentileza clique aqui Pedimos desculpas aos nossos seguidores e visitantes porque há um problema de visualização de vídeos que ainda não estamos conseguindo resolver, nem com o Youtube e tampouco com a Google.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Extra - Entregas via drone: Um vídeo sobre o assunto

Olá

A postagem de hoje mostra um vídeo sobre os testes que a UPS está realizando com a utilização de drones para entregas em áreas rurais.

A drone-equipped UPS van, seen from above. (Photo: UPS)


A ideia é que os drones podem "encurtar" as distâncias e evitar que os veículos de entrega tenham que percorrer milhas e milhas por estradas vicinais para realizar apenas uma entrega, e depois voltar para a estrada principal. No projeto da UPS os drones percorrem automaticamente essas distâncias e encontram-se novamente com o veículo em um outro ponto do trajeto.

Bem interessante.
Se o vídeo não apareceu no espaço acima, veja o vídeo clicando aqui

Se gostou dê um "like" e indique para seus amigos.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Por que você não deve andar pela escada rolante?

image by Vaughan James in www.freeimages.com

A postagem de hoje é uma tradução do artigo que foi postado ontem por Barry Render no OM Blog.
Trata-se de uma abordagem interessante para entender o comportamento das filas, e ainda para compreender a importância do impacto dos componentes de um sistema.

Vamos ao artigo:

O trem para na estação, as portas se abrem e você vai direto para a fila das escadas rolantes. Você se dirige para o lado esquerdo e sobe os degraus, entendendo que está ganhando preciosos segundos e ainda fazendo algum exercício.  
Entretanto, você está, de fato, fazendo uma coisa errada ao ganhar alguma vantagem em detrimento dos outros usuários.  Segundo o “The New York Times” (05 de Abril de 2017), usar a escada rolante ficando em duplas lado a lado nos degraus, é a melhor abordagem, e é mais eficiente se ninguém andar pela escada rolante.
A questão de ficar parado ou andar foi destacada recentemente em Washington, D.C. depois que a Companhia do Metrô local disse que a prática de andar à esquerda pode danificar o mecanismo das escadas rolantes.  Isso foi desmentido pela empresa Otis que as fabrica, que entretanto disse que os passageiros não devem andar nas escadas rolantes por motivo de segurança.

Andar ou permanecer parado não é uma questão nova

O Metrô não é o primeiro operador de transporte de massa que já tentou tratar dessa questão. No ano passado, o “London Underground” (metrô londrino) tentou mudar o comportamento dos passageiros sugerindo que eles permanecessem lado a lado – e não subissem andando.  A empresa concluiu que nas escadas mais altas, o lado esquerdo dos degraus permanece vazio, causando congestionamentos e filas na base das escadas.  Eles fizeram campanhas para que os passageiros ocupassem o espaço vazio nos degraus, ao invés de os deixarem vazios esperando pelos “escaladores”.  Eles descobriram que com passageiros ocupando os degraus em duplas o congestionamento se reduzia em cerca de 30%.
Subir andando pela escada rolante levava 26 segundos comparado com ficar parado, que levava 40 segundos. Entretanto, o “tempo no sistema” – considerado como o tempo total entre: entrar na fila, usar a escada, e sair no piso superior – caia significativamente quando todo mundo permanecia parado.

Quando 40% das pessoas subiam andando, o tempo médio para os que ficavam parados foi de 138 segundos e de 46 segundos para os que subiam pelos degraus. Com todos parados, o tempo médio caiu para 59 segundos.  Para os que subiam andando isso significou uma perda de 13 segundos, mas para os “parados” houve uma melhoria de 79 segundos. O comprimento da fila para a escada rolante caiu de 73 pessoas para 24 pessoas.

A postagem, que é dirigida para professores de Engenharia, termina sugerindo perguntas para os alunos:
  1. Isso aconteceria nos EUA?   E eu ouso perguntar: Isso aconteceria no Brasil?
  2. E pede para que os alunos expliquem o conceito de “tempo no sistema”.
  3. Eu acrescentaria mais uma: A otimização de uma parte, leva à otimização do todo?


E aí? Gostou?  Então curta e indique o blog para seus amigos.

terça-feira, 28 de março de 2017

Nosso dia-a-dia traduzido em logistiquês.

image by Yasin Öztürk in www.freeimages.com

Em vários momentos de nossa vida somos todos Gerentes da Cadeia de Suprimentos ou de logística.
Ah! Valter, você deve estar me zoando!

Duvida? Então vamos conferir:

Quando você foi buscar seu filho(a) na casa de algum amiguinho você fez uma ação logística. Do mesmo modo, ao identificar os seus potes de tempero no armário, também praticou uma ação logística, visto que ações como essas visam aumentar a percepção de valor enquanto economizam recursos.

Quer ver mais exemplos?

·      Quando você faz uma lista de compras e vai até a mercearia para compra-las, você está fazendo a reposição do estoque (inventário) de consumíveis;
·     Quando você monta um grupo de carona solidária com seus colegas de trabalho, o que você está fazendo é a coordenação de transporte. Ao passar pela casa de cada um para busca-los você está praticando “milk-run”.
·      Quando você vai ao shopping e fica simplesmente olhando vitrines, você está fazendo pesquisa e cotação de preços;
·      Quando você convida seus amigos para jantar e pesquisa o que eles gostariam de comer, você está fazendo a Previsão da Demanda;
·         Ao rolar suas mensagens nas redes sociais, o que você está fazendo é atualizar as suas informações em tempo real;
·      E quando você pega um transporte público e faz baldeação entre diversos tipos de transporte?  Ops!  Aí complicou um pouco.  Se você compra passagens diferentes para cada transporte você estará praticando a intermodalidade. Se utilizar uma única passagem para todos os diferentes transportes então será uma operação multimodal.
·      E naquele final de semana com os amigos, em que você enche o seu isopor de cerveja e refrigerante pra levar para a churrascada?  Pois é, você atendeu às necessidades da cadeia do frio para a conservação e transporte.
·      Quando você chegou de viagem e tirou todo o conteúdo da mala, você acabou de praticar a desunitização;
·      Até quando você apenas dirige o seu carro, você está alavancando a utilidade dos seus ativos logísticos;
·      E quando você pega um atalho para ir de um lugar para outro?  Está racionalizando a rota.  Isso também acontece quando você usa um GPS para definir o seu caminho. Nesse caso, você está usando uma ferramenta de georreferenciamento para racionalizar a rota.
·      Ao arranjar os seus armários de cozinha, deixando as coisas mais utilizadas nos locais mais acessíveis você praticou uma classificação ABC;
·      Quando você leva seu filho(a) na escola, e aproveita a volta para passar no supermercado, você está aproveitando o frete de retorno;
·      Quando você arruma seus mantimentos no armário através de suas datas de validade, para garantir que irá consumir primeiro os mais antigos, você está praticando o conceito PEPS – Primeiro a expirar, Primeiro a sair;
·      E aqueles mais organizados, que marcam as quantidades de cada item da sua despensa, para saber quando deverão ser comprados novamente e garantir que nunca haverá falta?  Esses estão praticando o controle de estoques e definindo os Pontos de Reposição.
·         Ao comparar o tempo de banho dos membros da família, você desenvolveu um KPI – Um indicador de desempenho.

Ficou convencido de que a Logística permeia quase a totalidade das nossas ações?

Lembre-se: Sempre que movemos, embalamos ou armazenamos, ou controlamos o estoque de algo, estamos praticando uma ação logística. Assim vale refletir se estamos fazendo isso de modo inteligente conseguindo o máximo efeito com o mínimo de recursos.  Ao final sobrará mais tempo, mais espaço e mais dinheiro para melhorar a nossa qualidade de vida.

Aposto que você se lembrará de alguma outra ação desse tipo. Compartilhe conosco!


Inspirado em uma imagem vista na Inbound Logistics Magazine.
também publicado em Sociedade Pública

sexta-feira, 24 de março de 2017

Um pouco mais sobre a resolução de problemas


imagem by davidpheat in Pixabay.com
Atribuem a Albert Einstein a seguinte frase: Nós não podemos imaginar que vamos resolver um problema usando a mesma linha de raciocínio que o criou.

Fica claro então que para não correr o risco de continuar pensando igual, precisaremos estruturar uma forma para resolvê-los.
Iniciamos o tratamento deste assunto há duas semanas, e vamos continuar deixando mais algumas dicas sobre a resolução de problemas.
Lá eu dizia que para resolver um problema é preciso:

Medir:         – Para saber o quanto a situação está longe do esperado;
Observar:     – Para relacionar os efeitos com as possíveis causas;
Estabelecer um protocolo de ação:  Que equivale a sistematizar a forma de analisar o problema para encontrar uma solução.

Divida o seu problema em problemas menores

A primeira coisa a ser feita assim que se descobre o “gap”, ou seja a diferença entre o real e o esperado, é analisar o que está causando esse efeito.

Para isso, divida o seu “grande” problema, que de início parece insolúvel, em vários pequenos problemas e estabeleça a relação entre eles.  Siga quebrando a estrutura dos problemas até que se mostrem únicos. 
Desse modo será mais fácil identificar os diversos fatores que contribuem para o efeito indesejável e você poderá priorizar aquele que é o mais crítico a ser resolvido. A pergunta nessa fase é: Por que?
Nessa hora, usar uma ferramenta como o Diagrama de Ishikawa será de grande valia.
Diagrama de Ishikawa
A análise do diagrama possibilitará encontrar a causa raiz do problema e sabendo disso, você poderá desenvolver as contramedidas necessárias para eliminar essa causa.
Para ir a fundo na análise dos ramos do diagrama, use a ferramenta 6W2H (farei uma postagem específica sobre ela – mas há muito material disponível na web).

Não pare sua análise, siga o diagrama procurando as interações para ter certeza que está eliminando os fatos que causam o problema. Para isso você deverá compreender as fases do processo que apresenta o problema, é possível que tenha que entrevistar pessoas, levantar novos dados, enfim aprender sobre o assunto.

Estabeleça metas de melhoria

Agora que você sabe o que causa a não conformidade, estabeleça suas metas de melhoria. Nessa fase seja ousado, mas objetivo. As metas de melhoria devem ser mensuráveis e atingíveis.
Crie mudanças sustentáveis para que o problema não volte a ocorrer.  Isso implica também na definição de medidas preventivas.

Em resumo: Não fique discutindo muito. Busque os fatos que causam os problemas e aja para eliminá-los.

GOSTOU?  Então clique em "Curtir" e compartilhe.  E assine o blog. Você ficará sabendo de todas as novidades postadas por aqui. Até a próxima.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Como medir a área de um armazém? A revival de um sucesso de bilheteria.


Esta foi a postagem inicial de uma série de três, em que falamos sobre dicas de medição de um prédio para, em seguida, planejar um layout ou analisar melhorias.

photo by Laura Leavell in www.freeimages.com
O primeiro passo antes de iniciar o desenvolvimento de um layout, seja para instalações de armazenagem (porta-páletes, prateleiras), ou para instalar máquinas operatrizes, é sempre conhecer as características geométricas da área em que será aplicado, afim de resolver o layout da maneira mais eficaz e flexível.

É preciso ter em mente ao medir uma área, principalmente em prédios antigos e não pré-moldados, que suas paredes podem não ser ortogonais apesar da aparência. Muito provavelmente você encontrará também distâncias diferentes entre pilares.

Muito cuidado terá de ser tomado também com a presença de obstruções que muitas vezes passam despercebidas, tais como: ... Para ler mais clique aqui


http://clinica-blog.blogspot.com.br/2010/11/como-medir-area-de-um-armazem.html


sábado, 11 de março de 2017

Quando há um problema, você acha que encontrar uma resposta resolve tudo?

Nada está mais longe da verdade! Encontrar uma resposta não é o último passo. É apenas o passo anterior ao início das ações necessárias para retornar à harmonia.




Para continuar a nossa conversa é preciso que concordemos com alguns axiomas sobre os problemas:


  • Um problema existe quando você tem que relacionar dois ou mais fatos mensuráveis, que estejam em conflito.
    Isso leva a um outro axioma: Todos os elementos causadores do problema devem ser mensuráveis;
  • E antes que você se desespere, saiba que:
    Tudo, sem exceções, é mensurável. Talvez você não saiba como medir algo, mas isso não significa que não possa ser medido.
  • Todo problema tem solução. Também nesse caso não há exceções. Vou repetir: Todo problema tem solução!  E geralmente tem mais do que uma única solução.
  • Para resolver um problema a primeira coisa a fazer é entendê-lo completamente.

É da natureza humana querer encontrar soluções para um problema antes dele ter sido entendido. Quem nunca se pegou botando um equipamento para funcionar antes de ler o manual? Ou começando a desmontar uma máquina quebrada antes de saber as suas características de funcionamento?
Na boa? Evite isso. Entenda primeiramente a natureza do problema, os usos, as funções, e as características do que não está em conformidade com os resultados esperados, e deixe que isso guie a escolha de suas alternativas de solução

E agora sim, alguém poderia apresentar um certo grau de pânico. Para resolver problemas você dependerá em maior ou menor grau, de criatividade, de intuição, e de muita observação. Porque para contar só com a lógica (o que já não é assim tão fácil), você teria que dispor da totalidade dos fatos, o que convenhamos é muito raro no mundo real.

 E agora, o que fazer?

O primeiro passo é aprender a medir.  Já disse em outras oportunidades, aqui mesmo no blog, que só conhece quem mede. E já fiz outras postagens mostrando como como medir, como comparar, e como apresentar os resultados dessas medições.

Um segundo passo importante, é observar o comportamento do sistema que parece ser um problema. Eu disse “parece ser” porque em muitas ocasiões, aquilo que parece ser o problema é na verdade uma consequência do verdadeiro problema.  Portanto, exercite o seu poder de observação – mais dados aqui.
E em terceiro lugar, estabeleça um protocolo de exploração do problema, para que nada seja esquecido.
Você, com certeza, já viu algum vídeo de um sítio de exploração arqueológica com aquelas linhas delimitando quadros no chão. Pois é, aquilo é feito para que nenhum pedaço de terra seja esquecido.

Do mesmo modo, é para isso que servem as listas de checking preenchidas pela tripulação de uma aeronave. Exatamente para que nada tenha sido deixado de lado.
Só assim você poderá ter a certeza de que sua análise foi completa.

Em uma outra postagem, vamos reunir essa abordagem dos problemas, com simplificação do trabalho, e com o assunto que tratamos na semana anterior sobre gerenciamento da mão de obra.

Se gostou desta postagem, comente, dê o seu joinha. E se tiver algum assunto que queira ver desenvolvido, deixe o seu comentário.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Gerencie sua mão de obra e aumente o rendimento de seu armazém

image by Arjun Kartha in www.freeimages.com

inspirado em um artigo de Joe Caston da Cadre Technologies para a Inbound Logistics

Fornecer um bom nível de serviço aos clientes é hoje mais importante do que nunca. Por isso os armazéns tem que trabalhar tão eficientemente quanto possível.

Dentre tantas outras coisas, isso nos remete à qualidade e ao gerenciamento de nossa mão de obra, visto que para a maioria das operações logísticas é ela um dos fatores mais críticos para o sucesso.

Uma das frases mais recorrentes que vemos por aí em declarações de missão, valores, e outras, é que os empregados são o ativo mais valioso das empresas.  Mas será que essa importância se reflete de fato na vida real?

É frequente que as avaliações de desempenho da sua mão de obra sejam subjetivamente julgadas pelos seus gerentes ou supervisores.

Para ter certeza que o nível de serviço aos seus clientes conseguirá ser atingido, é imprescindível utilizar alguma ferramenta de gerenciamento de mão de obra, que garanta que seus processos serão custo-eficientes.
Desse modo, use um sistema que ajude a criar os padrões de desempenho e proporcionar um conjunto consistente de referências

Só com uma ferramenta desse tipo, com os dados e relatórios que proporcionam, você poderá sentir-se seguro em abordar novos clientes e convencê-los das sua credibilidade e das habilidades para ser um parceiro de longo prazo.  E fidelizar os seus clientes atuais e deixá-los felizes.

Suas medições devem ser padronizadas

Desse modo, o oferecimento de incentivos, o direcionamento aos programas de treinamento, a avaliação do desempenho propriamente dita, e em última análise as eventuais trocas de pessoal, serão feitas em bases normalizadas e devidamente ponderadas.
Ao desenvolver tecnicamente os padrões de trabalho, automaticamente você criará uma forma muito clara e transparente de medir o desempenho.

Use um consultor de produtividade

Um profissional especializado em análises de produtividade pode avaliar quanto tempo será necessário para que um empregado execute cada atividade das operações em que esteja envolvido, como por exemplo, o tempo para fazer o picking de um determinado pedido, ou o carregamento de um dado veículo.  Para isso utilizará as técnicas mais adequadas ao seu tipo de operação e você terá, adicionalmente, as áreas que apresentem oportunidades de melhorias e as orientações para racionalizá-la e melhorar ainda mais o desempenho global. 

para nos conhecer melhor clique aqui

Corrigindo o rumo em um mês complicado

Um dos fatores críticos de qualquer operação logística é conseguir prever se haverá os recursos necessários para atender a demanda vindoura.
A vantagem do uso de um sistema de gerenciamento de mão de obra é que pode ser comparada a um computador de vôo, retroalimentando as informações geradas e corrigindo o rumo em tempo real a fim de proporcionar uma visão do que vem pela frente.
Isso é uma enorme vantagem frente ao simples apontamento e relatório mensal do desempenho, que nada mais é do que olhar pelo espelho retrovisor e, no máximo, saber porque não se atingiu a meta.

Se você consegue medir quinzenalmente isso já é um progresso porque permite corrigir com alguma antecedência. Entretanto, ter acesso à informação em tempo real é atingir o paraíso, mas para isso será preciso automatizar o seu processo de medição.

E como conseguir isso? 

Seu sistema deve fornecer um dashboard, um painel de controle contendo os seus indicadores críticos e seus apontadores de tendência, que sejam planejados para alertá-lo sobre qual ou quais atividades apontam para a deterioração ou para a superação.
Sempre que o supervisor percebe que a produtividade está indo mal, poderá tomar ações corretivas imediatas.

Um sistema de gerenciamento de mão de obra avaliará um período de tempo – seja um dia, uma semana, ou um mês – e proporcionará os dados concretos sobre quão eficiente o trabalho está se desenvolvendo e se o negócio está alcançando as metas de resultado. Para empresas com múltiplos armazéns, a visibilidade nas localizações remotas pode ser inviável de outro modo.

Aqui cabe uma observação importante: Quanto mais estável for a demanda de serviços, melhores serão os resultados, e isso equivale a dizer que é preciso também estabelecer “amortecedores” para absorver os impactos das variações da demanda – isso equivale dizer procurar controlá-las. 

Uma mudança filosófica

Essa abordagem pode ser vista como um conceito relativamente simples, mas representa uma mudança filosófica importante para os operadores logísticos que são utilizados para concentrar ou mover produtos, em oposição à medir desempenho interno.

A gestão da mão de obra é com muita frequência a última peça da equação de TI que as empresas implementam, mas com as novas tecnologias e sistemas em tempo real, isso pode tornar-se uma interface transparente e que é relativamente simples de aprender.
Negócios que já se utilizam de WMS podem ser aptos à adicionar um módulo de LMS – ou eventualmente o seu sistema já pode ter um que não esteja sendo utilizado.


O gerenciamento da mão de obra pode não ser a prioridade número 1 de sua empresa, mas não o deixe ficar escondido na prateleira dos fundos. Quanto antes você começar a conhecer as variações de suas operações, os seus fatores críticos, e acompanhar os seus custos de mão de obra, mais cedo você se tornará mais eficiente e competitivo.

E nos estamos aqui para ajudá-lo. É só ligar.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Segurança em armazéns

imagem by https://pixabay.com

Você sabia que segundo pesquisas americanas levadas à efeito pela OSHA (Occupational Safety and Health Administration), que é o orgão norte americano que cuida da segurança do trabalho, cerca de 80% dos acidentes em armazéns acontecem na área das docas, que via de regra ocupa apenas 20% da área operacional total das instalações.

Segundo a mesma pesquisa, uma das causas mais comuns são os atropelamentos, principalmente quando os carregamentos/descarregamentos são feitos através da entrada da empilhadeira no interior dos veículos.

Para mitigar esse problema e outros tantos de segurança ocupacional, precisamos pensar em termos de como sinalizar de modo inequívoco as áreas mais perigosas, e como prevenir e eliminar as situações de risco, para o que será importante refletir sobre as seguintes afirmativas:

  1. A segurança é sempre Top - Down. Isso significa que começa pelos níveis superiores de sua hierarquia e deve sempre ser mandatória e não apenas sugestões. O credo de uma das empresas que tenho a honra de atender, diz em uma frase algo assim; "Nenhum trabalho é mais importante do que a segurança dos empregados". Simples assim!
  2. O treinamento dos envolvidos é imprescindível, e isso exige qualidade de material e instrutores capacitados;
  3. É muito importante conhecer como os colaboradores trabalham. Os métodos de trabalho devem ser documentados e padronizados;
  4. Obtenha o envolvimento dos empregados na discussão e avaliação dos riscos, e na busca de soluções;
  5. Aprofunde-se nos conhecimentos de ergonomia e das demais necessidades físicas, metabólicas e psicológicas dos empregados. Essas são variáveis importantes quando o assunto é segurança;
  6. Avalie os riscos de cada atividade, discuta e esquematize os modos de redução desses riscos;
  7. Avalie as condições do armazém e elimine as condições inseguras (sem dó). Isso inclui iluminação, ventilação, ruídos, obstruções, manutenção de equipamentos e muitas outras coisas.
  8. Investigue a fundo as causas dos acidentes e incidentes. Registre, e trace um plano de ação para cada um.  É uma filosofia desse tipo que torna a aviação tão segura, porque cada acidente é tomado como um meio de aprender a lição e aperfeiçoar o processo para que nunca mais aconteça algo parecido;
  9. Mantenha um canal consistente de comunicação entre todos os níveis. Isso envolve feedback;
  10. Crie métricas que avaliem e valorizem a presença de situações seguras. Faça uma gestão positiva e não apenas das circunstâncias de falta de segurança. Incentive a segurança e a produtividade. Premie, torne públicas as boas ações.

O que fazer para melhorar a segurança?

Há inúmeras ações de segurança e prevençao que exigem pequenos investimentos, e muitas vezes investimento algum, mas que contribuirão para a melhoria do ambiente de trabalho. Ações assim passam despercebidas para a maioria dos gerentes e técnicos de segurança.

Que tal considerar:

  • Mastros flexíveis com bandeirolas para que paleteiras e empilhadeiras sejam visíveis acima dos páletes estacionados e possam ser vistas antecipadamente?
  • Sinalização de solo como faixas de pedestres e bloqueios visuais nos cruzamentos?
  • Espelhos convexos nas esquinas?
  • O uso de coletes ou faixas refletivas nos uniformes de seu pessoal (ao transitar pelos corredores dos armazéns)?
  • Estabelecer regras do tipo: Empilhadeira operando = proibida a passagem de pedestres.
  • O uso de formulários para o registro de condições inseguras, incidentes, e sugestões para a melhoria da segurança?
  • Pintura que destaque os pilares e as obstruções inevitáveis?

Participe ativamente do blog: 

Que outras ações de segurança você conhece ou são aplicadas nos armazéns da sua empresa?

Poste seu comentário, compartilhe suas sugestões.  De um "curtir". Diga que gostou do que leu.



1.     

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Qual o nome correto do equipamento?

Que tal reler esta postagem que foi uma das "campeãs de audiência" deste blog?

Estantes ou prateleiras?

Na postagem original, o quadro contendo as definições do dicionário foram perdidas. Por isso eu as estou recuperando aqui.


A ideia desta releitura é refletir um pouco sobre o modo como os equipamentos são chamados, e como isso pode interferir na objetividade da documentação, nos treinamentos e no dia a dia, aumentando a eficiência da comunicação, ou em contrário, contribuindo para situações de insegurança.

Eu já vi o equipamento que em inglês é denominado pallet jack (veja figura ao lado), ser chamado aqui no Brasil, de:

Paleteira, Birigui, Matrim, Transpalete, Transpaleteira, Burrinha, Carrinho, e outros nomes curiosos.

A princípio parece não haver nenhum problema nisso visto que no Brasil não existem nomes normalizados para a maioria dos equipamentos, porém em qualquer processo é muito importante que exista alguma padronização e muita objetividade, visto que isso facilitará em muito a comunicação entre os operadores, as atividades de manutenção, as instruções de segurança e o controle de uso.

Por isso, procure sempre tratar as coisas pelos nomes certos. Uma boa dica é ver como a maioria dos fabricantes se referem a eles.




















terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Salve 2017 - ainda quase sem uso

Wow!  Estive fora do ar há um tempão!  Minha última postagem aqui no blog aconteceu no dia 30 de Novembro do ano passado, com a segunda parte do artigo sobre o uso de números aleatórios.
Dezembro foi um mês em que circunstancialmente estive bastante ocupado com o final do ano letivo e Janeiro foi um mês para desenvolver o "ócio criativo" durante as férias.

by Eliseeva Ekaterina in www.freeimages.com

Aproveitei para fotografar um pouco, para praticar um pouco de marcenaria, enfim deixar de respirar a poeira de armazém por um período.

E agora estamos de volta. Que todos vocês tenham um excelente 2017 com muitos novos desafios, mas também com muito riso e muitos novos amigos.

Nesta primeira postagem do ano quero falar um pouco sobre a formação complementar, aproveitando a pergunta que me foi feita por um aluno recentemente.

Pessoal:  Antes de sair gastando o suado dinheirão em MBAs e outras especializações com títulos cheios de charme e matrizes curriculares chamativas, e promessas de sucesso parecidas com as de propagandas de cigarro dos anos 1970, pensem um pouco no que realmente querem de suas carreiras.  Tenham calma para decidir a continuidade de suas vidas acadêmicas.

Analisem o que os programas estão lhes oferecendo e suas cargas horárias.  Recentemente eu vi um desses programas oferecendo quase 70 tópicos em sua matriz curricular a ser cumprida em cerca de 400 horas.  Na boa?  Especialização em que?
Muitos dos tópicos oferecidos pelos cursos que pesquisei oferecem o mesmo conteúdo ou muito pouco além do que foi aprendido, ou deveria ter sido, durante a graduação, a um custo altíssimo, sem contar o sacrifício pessoal e o tempo que será consumido.

Pensem também no seguinte: Por que vocês querem uma formação complementar? Se é porque não conseguiram obter o conhecimento necessário durante a graduação, então esse é o motivo errado.
Se querem alavancar os seus salários, procurem saber se, de fato, os cursos que pretendem serão capazes de oferecer isso.  E nesse ponto é muito importante analisar o renome da escola no mercado.

Talvez o melhor seja obter uma formação complementar em uma área afim (um conhecimento paralelo à sua formação principal), ao invés de manter a mesma linha formativa, mas de novo isso depende do rumo que se pretenda dar à carreira.

Não serei leviano a ponto de detonar todos os cursos que existem por aí como caça-níqueis. Mas que eles existem, existem!  Cuidado!

Portanto pessoal, escolham com critério.  E continuem adquirindo conhecimento de todas as fontes possíveis.  No mundo atual, com todas as facilidades trazidas pela internet, só não aprende uma coisa nova por dia quem realmente não quer.  Há cursos excelentes disponíveis gratuitamente.
Ah! Mas são em inglês!   De fato isso não é verdade, há muita coisa em português. Mas daí eu pergunto: Que diabos você fez até agora que ainda não aprendeu inglês???  Está esperando o que?

E para os que ainda não terminaram suas graduações, dediquem-se a ela como se fosse a última chance de aprender algo. Sabe aqueles canudos que vocês recebem na colação de grau?  Vou contar um segredo: Não tem nada dentro.  O único conhecimento que vocês levarão das suas graduações é aquele que ficou guardado no espaço entre a orelha esquerda e a orelha direita.

Façam o seguinte teste. Fechem os olhos, tapem o nariz e dêem um ligeiro "crock" na testa. Se o barulho fizer eco, então moçada eu lamento mas não lhes desejarei um bom 2017.



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Números aleatórios e análise logística - parte 2

Photo by Mike Esprit in www.freeimages.com

Nesta segunda parte de nossa postagem sobre a utilidade dos números aleatórios, vamos detalhar o problema da capacidade de sua empilhadeira e se você toparia o contrato com seu cliente.

Como alertamos, para tomar uma decisão acertada, a primeira coisa a fazer é conhecer o histórico do da distribuição dos tempos de armazenagem em seu armazém.
A duração desses eventos é muito variável em função da distância percorrida e da elevação necessária. Assim a cronometragem simples não se mostra adequada.

A amostragem é uma técnica que reúne confiabilidade e rapidez (isso será objeto de uma postagem específica). O resultado será um histograma com a distribuição de probabilidade de que os eventos estejam dentro de cada faixa, conforme o exemplo da tabela ao lado, em que apontou-se a quantidade de armazenamentos em períodos de 10 minutos (o período foi escolhido arbitrariamente para melhorar a precisão).

Trocando em miúdos, a tabela diz que em 10% das vezes a capacidade de armazenamento da empilhadeira foi de apenas 1,7 páletes; em 15% das vezes  a empilhadeira conseguiu armazenar 2,8 páletes e assim por diante.  Veja que a média ponderada foi 4,17 páletes em 10 minutos, o que dá os 25 páletes por hora do problema proposto (calcule e confirme).

Vamos ver então como fazer uma simulação dessa operação no Excel, usando números aleatórios:
Você precisará montar uma planilha com 4 colunas, com as seguintes fórmulas:
No primeiro bloco, das células C3 até D9 você insere as faixas de probabilidade acumulada (somando cada estrato de sua amostragem) e a capacidade de armazenagem resultante da sua amostragem.
Em seguida insira a quantidade de linhas para corresponder aos 48 intervalos de 10 minutos cada, até os 480 minutos da hipotética jornada diária.


Vamos às explicações de cada coluna:
Na coluna B você está colocando seus intervalos de 10 minutos até 480 minutos.
Na coluna C você coloca a fórmula “=aleatório()” que fará com que o Excel lhe apresente um número aleatório entre 0,0000 e 1,0000. Atenção: Essa fórmula é volátil. Isso significa que a cada vez que você recalcular ou clicar F9 o resultado da fórmula será alterado.  Essa é uma característica interessante porque permitirá que se replique o experimento quantas vezes se queira.

Na coluna D é que está a lógica da simulação.
Siga na linha 12 (as demais são semelhantes), o que a fórmula está fazendo:
SE a célula C12 (o número aleatório) for menor que 0,1 (10%) então coloque aqui o número que está em D3 (quantos páletes foram armazenados em 10% das amostras). Caso contrário examine se C12 é menor do que 0,25 (10% + 15%), e se verdadeiro coloque aqui o número que está em D4. Caso contrário, verifique a outra cláusula até que finalmente se nenhum resultado for satisfeito, então coloque aqui o número que está na célula D9.

Com esse artifício, o número aleatório sorteado ficou relacionado com a capacidade da empilhadeira naquela faixa, de acordo com a distribuição de probabilidade que foi amostrada. 
Isso acontece porque a distribuição dada pelo Excel é uniformemente distribuída, portanto, temos 10% de probabilidade de que a fórmula resulte em um número entre 0,0001 e 0,1000, 15% de probabilidade de que resulte em um número entre 0,1001 e 0,2500, e assim sucessivamente.

Na coluna E a fórmula pede para que o Excel some a quantidade de páletes que resultou em cada intervalo de 10 minutos (veja que acumula a linha anterior com a nova quantidade). Portanto, na última linha você terá a somatória da quantidade de páletes que teria sido armazenada em 480 minutos.

Agora que você já sabe como faz, monte a planilha e replique a simulação por 100 vezes.

Você ficará surpreso em descobrir que em cerca de 25 dias você não teria tido capacidade para armazenar os 200 páletes e teria sido multado. 
Acompanhe as replicações que eu fiz:

Cada célula representa a quantidade de páletes armazenada em cada um dos 100 dias da simulação.
Eu destaquei em fundo amarelo os dias em que as quantidades ficaram abaixo do necessário.

Isso mostra duas coisas:

a) Quando o excedente de capacidade não pode ser utilizado, a capacidade média do processo perde o sentido.  No exemplo houve dias em que teria sido possível guardar mais de 230 páletes, entretanto essa capacidade adicional foi perdida.

b) Fica claro que para atender a um determinado nível de serviço - no exemplo dado é armazenar 100% dos páletes recebidos - você tem que arcar com uma capacidade excedente e isso custa. Portanto, muito cuidado com o que você promete.

      Gostou desta postagem?  Então divulgue para algum amigo ou colega de trabalho. 

Se ainda tem dúvidas sobre o assunto, ou achou que as explicações não foram suficientemente claras, me faça saber, como você gostaria de receber explicações desse tipo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Números aleatórios e Análise logística

photo by Armin Hanisch www.freeimages.com

Em primeiro lugar vou lhes contar uma triste verdade. O mundo real não é determinístico. Nada nele funciona com a precisão de um relógio ou a certeza de que 2 + 2 = 4.

Sabe aquele mundo dos sonhos em que o comportamento exato da demanda, os prazos de nossos fornecedores, o tamanho e custo dos estoques, o tempo de espera de caminhões no pátio, seriam determinados com exatidão?  Lamento informar, mas esse mundo não existe.

Isso torna as coisas mais "emocionantes" mas, por outro lado, muito mais complicadas para gerenciar.

Porém, nem tudo está perdido. É relativamente fácil simular o comportamento de sistemas probabilísticos através do uso de números aleatórios e do Excel, e desse modo planejar o funcionamento das coisas entre um mínimo e um máximo e não sobre um ponto exato.

Vamos então definir o que são os tais números aleatórios ou randômicos.  Na prática, são números apresentados em uma sequencia sobre a qual não temos nenhum controle. Desse modo, não podemos prever quais serão os próximos. Exatamente como funcionam os resultados das loterias. Gira-se o tambor, e retira-se uma bolinha. Exceto por coincidência ninguém poderá prever o valor dessa bolinha, retirada ao acaso.  Um outro exemplo é uma roleta ou o lançamento de dados em um cassino. No lançamento de um dado não viciado você sabe que o resultado estará entre 1 e 6 mas sua certeza acaba aí.

Usando o Excel como gerador de aleatórios

No excel, a aleatoriedade é dada pela função "aleatório". Em uma planilha vazia, experimente colocar em uma célula a expressão =aleatório().  Em seguida, recalcule clicando na tecla F9.  A cada vez que você clicar na tecla F9 , você verá que o resultado apresentado na célula muda completamente ao acaso, tornando impossível prever qual será o próximo número a ser apresentado.

A utilidade dos números aleatórios para a análise logística, acontece exatamente porque nos permite simular o acaso dos eventos futuros em qualquer processo.
Ora, você poderia me perguntar agora: Mas para que serve um número sobre o qual eu não tenho controle?  

Aí é que está a mágica. Você pode utilizá-los para simular uma dada distribuição de probabilidades.

Para isso o fundamental é que você já tenha algum conhecimento das funções lógicas do Excel (pelo menos que você saiba usar a função “SE”), e em segundo lugar, é claro que você precisa conhecer o que são distribuições de probabilidade.
A má notícia é que se você achou que eu falei grego, então desculpe mas você só tem duas escolhas:
Ou corre atrás desses conhecimentos agora, ou trate de arrumar outra coisa pra fazer porque logística não é uma atividade para você.

Mas antes de se desesperar, acompanhe um exemplo:
Digamos que você precise gerenciar a capacidade de armazenagem em seu armazém. Você tem uma única empilhadeira que pelas suas observações, dá conta de armazenar 25 páletes por hora em média, com variações dependendo da distância percorrida em cada evento.
Lembre-se que isso é um exemplo, visto que o desempenho de uma empilhadeira varia de acordo com o regime de trabalho, layout, e vários outros fatores.

Seu cliente tem exatos 200 páletes para armazenar à cada jornada diária de 8 horas, mas você pagará uma multa se deixar um único pálete no chão ao final do dia, durante os 100 dias da vigência do contrato.  

Você toparia o contrato?

Se você disse um enfático SIM sem maiores análises, eu me preocupo com a sua carreira.

De fato 200/8 = 25, o que faz parecer que uma única empilhadeira daria conta do trabalho.
Entretanto, antes de tomar qualquer decisão você deve conhecer a distribuição dos tempos de armazenagem de sua empilhadeira. Em quantas vezes foram armazenados mais do que 25 páletes por hora?  Em quantas vezes foram armazenados menos páletes? 

Em nossa próxima postagem, falarei sobre como simular essa operação no Excel, usando a função "aleatório" e a função lógica "se". 

Espero que você seja um dos que não aceitariam o contrato. Ao final da simulação você ficará surpreso com a quantidade de multas que teria que pagar.  

Até a próxima postagem.

sábado, 5 de novembro de 2016

Água engarrafada ou água de torneira? Como a sua escolha impacta o planeta?

photo: freeimages.com by Andrew Beierle

Em 20 de Outubro, o New York Times publicou um artigo de Tatiana Schlossberg,  intitulado “Bottledwater ou tap: How much does your choice matter?” que instiga os leitores a responder um questionário sobre o impacto ambiental decorrente da escolha entre beber água engarrafada ou água de torneira e comenta sobre as respostas dadas pelos leitores.

Esse é um assunto que embora pareça se referir à Engenharia ambiental, tem muito a ver com logística e cadeia de suprimentos, uma vez que estamos sistemicamente envolvidos com tudo isso e, também porque é nossa responsabilidade pessoal e profissional contribuir para a sustentabilidade da cadeia de suprimentos. E ainda pelo aspecto da logística reversa que é matéria de nossa preocupação.

Alguns dados dos comentários feitos pela articulista são estarrecedores:

Consumo desproporcional de energia

A Água engarrafada custa até 2.000 vezes mais energia do que a necessária para disponibilizar a mesma quantidade de água potável na rede pública, dependendo do local em que o processamento é feito.  Tatiana alerta que embora ainda existam lugares em que a água da rede pública não seja segura, mesmo as águas engarrafadas podem não estar livre de poluentes, o que agrava a questão.

Considere o gasto desproporcional de energia motivado pelo hábito do consumo de água engarrafada. Nos EUA, que tem uma população em torno de 320 milhões de habitantes, o consumo do produto foi de 49 bilhões de garrafas no último ano.
Além disso, o que fazer com as garrafas?  Em 1950 o consumo global de garrafas plásticas era de 5,5 milhões de toneladas. Em 2009 esse consumo subiu para 100 milhões de toneladas.  Imagine o impacto disso.
Isso sem contar as embalagens plásticas de refrigerantes que, no mesmo período, teve média de 62 garrafas por habitante. 

Para onde vão as embalagens plásticas?

Nos EUA, cerca de 1/3 das garrafas são recicladas mas essa figura cai para apenas 14% no total de embalagens plásticas. Apesar do uso de energia necessário para a reciclagem, a emissão de gases estufa é menor do que o provocado pelos outros 14% que são incinerados,  ou dos 40% que vão para aterros sanitários, com tempo de deterioração ainda não completamente conhecidos mas bastante longos, ao longo do qual emitem gases de efeito estufa e poluentes.

E para onde você pensa que vão os outros 32%?  Se você pensou, para os oceanos, você acertou.  
A maioria dos poluidores marítimos está no sudeste asiático e respondem por 50% do lixo flutuante, mas quem já passou pela Baia da Guanabara sabe bem o tamanho da encrenca.

Globalmente, isso dá algo entre 5 milhões e 13 milhões de toneladas anuais  Apenas 1% disso oferece condições de retirada. O restante vai para o fundo ou é engolido por animais, com severos danos à fauna, ou ainda acaba congelado nas calotas polares.
E mesmo se colonizados por microrganismos durante o processo de decomposição, ainda assim o material plástico é agressivo porque emite substâncias tóxicas que poluem as águas oceânicas.

Esses não são os únicos impactos observados:

Citou-se o consumo de refrigerantes em garrafas plásticas. Essa quantidade, somada à  do refrigerante consumido a partir de latas ou garrafas de vidro, faz com que o consumo médio nos EUA suba para cerca de 100 litros anuais por habitante.  Segundo a Associação Médica Americana, essa é uma das causas da crescente obesidade da população.
E cidadãos obesos gastam mais energia na alimentação, no transporte, e com ar condicionado, agravando sistemicamente o clima.

Além de beber menos refrigerante e menos água engarrafada, que outras ações você poderia tomar para reduzir o impacto ambiental do consumo de plásticos?

Qual seria o impacto logístico das mudanças possíveis nessa área?
Como resolver o nó da logística reversa no caso das embalagens plásticas.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Veículo autônomo faz sua primeira entrega



Transcrevo aqui a notícia publicada por Barry Render em Jay, Barry & Chuck OM Blog, de onde também copiei a imagem que ilustra esta postagem.

Na semana passada, um caminhão autônomo pertencente à Uber fez a primeira entrega comercial de 2.000 caixas de cerveja Budweiser, em um percurso de 120 milhas, entre Fort Collins e Colorado Springs, no Estado norte americano do Colorado.

Por segurança, o veiculo contava com a presença de um motorista, que entretanto não precisou assumir o comando em nenhum momento.

Um executivo da Anheuser-Bush, proprietária da Budweiser, que entrega mais de um milhão de cargas rodoviárias de cerveja por ano, acredita que os veículos autônomos são o futuro.

No final, Barry deixa a seguinte questão: Qual a implicação disso para a indústria logística?

E você, o que acha disso?  Deixe seu comentário.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Medindo o sucesso na sua operação

Photo by Alfonso Diaz in Freeimages.com

Em meu trabalho como consultor de produtividade e logística, sou questionado recorrentemente por Atacadistas e Distribuidores sobre como reduzir seus custos de distribuição, como aumentar a produtividade do grupo de trabalho, como aumentar a fidelização dos clientes, e como melhorar a motivação dos funcionários.

Muitas vezes as soluções para esses problemas são buscadas através de novas técnicas de venda, em ações de marketing, em seminários motivacionais milagrosos, e muitas vezes nas teorias de muitos dos novidadeiros profissionais que andam por aí.

É preciso ter visão sistêmica

Como profissional de logística e crente ardoroso da teoria de sistemas, que diz que: "a otimização das partes não leva automaticamente à otimização do todo", eu devo lembrar que nenhuma ação comercial ou motivacional trará bons resultados se tomada isoladamente.
Eu não concebo o sucesso se não houver uma equipe comercial de ponta, e uma retaguarda com pessoal treinado, bom layout, bons equipamentos, e um bom sistema de gestão ligando tudo.

Você também já deve ter ouvido por aí, aquele que é um dos meus ditados prediletos: "Se você não consegue medir, também não consegue gerenciar".
Portanto, somente um bom sistema de movimentação e armazenagem de mercadorias, métodos de trabalho ergonômicos e racionais, bons sistemas de informação (não necessariamente computacionais), e um efetivo controle dos custos e da produtividade, poderão em conjunto, oferecer uma base sólida para sustentar todas as outras ações visando alcançar o sucesso empresarial.

Descubra suas métricas críticas

Então, o corolário daquele ditado deve ser:
"Se você não estiver medindo a coisa certa, então terá muito trabalho para gerenciar seu negócio".

Há muitas variáveis que definem o sucesso na distribuição de bens e serviços, mas do ponto de vista estritamente logístico, há apenas alguns indicadores chave que realmente fazem a diferença e eles incluem o peso e/ou o volume, a quantidade de entregas e de itens, e os recursos utilizados.
Para que o gerenciamento seja eficaz, os controles dessas variáveis devem focar nas áreas de custos, de serviços, e de produtividade.

Analise o seu negócio e veja se você tem elementos para responder as questões apresentadas abaixo?

    • Quais são seus custos por unidade entregue no cliente?
    • Qual o seu custo percentual da distribuição em relação ao seu faturamento?
    • Qual o custo por m3, ou por tonelada distribuída?
    • Qual o percentual de suas entregas que são feitas no prazo combinado?
    • Qual o percentual de seus pedidos que são entregues corretamente em produtos e quantidades?
    • Qual o percentual de produtos não atendidos por falta no seu estoque?
    • Qual o tempo de cada entrega?
    • Qual é o seu custo por quilometro rodado?
    • Quantas linhas de pedido seu pessoal separa por hora?
    • Qual o percentual de utilização de seus veículos?

                    Como pode ser percebido, os indicadores acima dependem da análise dos dados coletados sistematicamente durante algum tempo, de modo que haja consistência quanto às curvas de distribuição de cada grandeza, ou pelo menos de suas médias e da variação das figuras encontradas.

                    Um primeiro passo para o sucesso de suas medições é:

                    • Defina previamente quais dados serão coletados, de que forma, e por quem, seguido de um plano viável para analisá-los e torná-los facilmente interpretáveis.
                    Isso lhe dará uma clara idéia do ponto em que sua empresa está.

                    Em seguida:
                    • Estabeleça um plano de ação para tomar decisões sobre as figuras resultantes. Para isso, será preciso também estabelecer claramente os critérios de comparação e as metas que devem ser atingidas.

                    Use metas desafiadoras

                    Não me venha com "reduzir em 1,5% o tempo de minhas entregas" , ou "reduzir 0,5% do meu custo de entrega", porque isso não desafia ninguém.
                    No primeiro ano só será possível comparar os dados resultantes contra seu orçamento. No segundo ano do controle, você já poderá compara-los contra a realidade do ano anterior e apurar os seus ganhos ou suas perdas.

                    Não perca tempo! Examine as tendências negativas e estabeleça um plano de ação – documentado - para melhoria desses indicadores num tempo definido.

                    Por exemplo: 6 meses.E por último mas não de menos importância:
                    Lembre-se que não basta "decretar" as metas. É preciso que seu pessoal comprometa-se em atingi-las.
                    Para isso escolha indicadores objetivos, que possam ser facilmente interpretados por todos os seus colaboradores.


                    Você ficará surpreso com os resultados obtidos!

                    Aproveite que terminou a sua leitura, curta e deixe um comentário sobre os seus indicadores.

                    Esta postagem revisa o artigo escrito em 02/03/2009