segunda-feira, 20 de abril de 2009

Cronometragem de Operações Indiretas - parte 1

A cronoanálise é ao mesmo tempo uma ciência e uma arte e deve ser praticada com muita seriedade. Exige muito treinamento e dedicação e tem como base um curso profissionalizante. Portanto aqui caberia aquela frase comum em programas de TV "Não tente repetir isso em casa"!

Sua finalidade básica é o estabelecimento do Tempo Padrão (ou standard) para uma tarefa. Portanto reflete o tempo que um colaborador treinado, no ambiente adequado, e usando toda sua aplicação, levará para cumpri-la com qualidade.
Seus resultados poderão ser pífios se as medições não forem bem executadas. No entanto, no dia a dia de uma empresa, nem sempre dispomos de um cronoanalista experimentado e temos que realizar, nós mesmos, medições de tarefas e estabelecer padrões. Para essas situações é que compilei estas dicas.

Entenda-se como operações indiretas todas aquelas que não estejam ligadas a operações repetitivas tais como operações de montagem, ou outras de linha de produção, que normalmente tem ciclos curtos. A medição destas deve ser deixada sempre à cargo dos especialistas.

O uso de cronômetro para determinar os padrões de tempo de tarefas indiretas deve ser muito bem planejado para contemplar as principais variáveis envolvidas, visto que estamos falando de tarefas não repetitivas ou com um grau baixo de repetibilidade, e que muitas vezes não acontecem num local fixo.
Ao contrário de uma operação repetitiva, aqui teremos de atentar para a ocorrência de variáveis importantes e medir as várias configurações do trabalho como se fossem atividades diferentes, cada uma delas com um número de amostras suficiente. E depois fazer a ponderação entre elas de acordo com a suas probabilidades de ocorrência.

Por exemplo: Não basta medir o tempo de carregamento de 30 veículos. Você precisará certificar-se que todos tiveram o mesmo volume, ou a mesma quantidade de páletes, ou a mesma quantidade de caixas, que a equipe tinha tamanho idêntico, etc... para que esses eventos possam ser considerados de natureza idêntica, de modo que suas várias medições sejam compatíveis entre si.

Por esse motivo, durante a fase de planejamento, analise também a utilização de outras técnicas de medição tais como: multimomento (amostragem), medição de grupo, apontamentos de tempo parado, e até mesmo tempos sintéticos, que poderão resultar em padrões aceitáveis e de mais simples obtenção.

Uma vez que se tenha definido que o cronômetro é mesmo o instrumento mais adequado (ou o único disponível), então aguarde minha próxima postagem em que vou detalhar as etapas necessárias à cronometragem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário