quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Custos invisíveis - uma lista para checkup.

Pessoal:
Eu comecei a postar a lista no Twitter mas a limitação dos 140 caracteres estava fazendo a coisa demorar muito.
Então decidi colocar um arquivo por aqui com tudo de uma só vez. É claro que essa lista não esgota o assunto. Se tiverem alguma coisa para acrescentar eu ficarei agradecido.

Custos invisíveis são provocados por aquelas coisas para as quais não damos a devida importância mas que costumam sangrar a lucratividade da operação.

Usem os tópicos da lista a seguir para caçar e eliminar os custos invisíveis da sua operação:

  • Desarmonia e desgastes interpessoais no dia-a-dia
  • Politicagens, fofocas, boatos, “conspirações subterrâneas”
  • Falta de diálogo e falta de sintonia
  • Mal-entendidos e comunicação deficiente
  • Clima pesado e crítica destrutiva
  • Boicotes e resistências
  • Competição predatória, ausência de cooperação
  • Falta de autenticidade nas relações
  • Desconfiança e controles excessivos
  • Falta de persistência e aceitar o “mais ou menos”
  • Acomodação pelo excesso de recursos
  • Arrogância que bloqueia a aprendizagem
  • Falta de austeridade / mal uso dos recursos da empresa
  • Ostentação, exibicionismo, busca de status
  • Não reciclagem
  • “Qualidade a qualquer preço”
  • Postura de não ligar, de não se importar
  • Desmotivação, falta de pique do pessoal
  • Acomodação pelo sucesso alcançado no passado
  • Excesso de dados, “poluição informacional”
  • Não se importar com o amanhã e focar no curto prazo
  • “Liderança” ausente
  • Ineficácia, amadorismo, pessoa errada no lugar errado
  • Não usar bem os talentos que tem
  • Ativos ociosos
  • Turnover alto
  • “Taxa de urgência” e deixar para fazer na última hora
  • Estar estruturado para picos
  • Isolamento e falta de parcerias e sinergias
  • Gorduras estruturais
  • Superposição de pessoas e áreas fazendo a mesma coisa
  • Falta de coordenação e não-otimização
  • Estruturas mal idealizadas, superadas, dessintonizadas
  • Sistemas obsoletos
  • Falta de criatividade nas soluções
  • “Reinventar a roda”
  • Deixar de fazer coisas, ou procrastinação
  • Fazer o que não é mais preciso ou necessário
  • Descontrole
  • Desordem
  • Refazer, corrigir, compensar erros
  • Tecnologia obsoleta
  • Manutenção excessiva
  • Baixa produtividade
  • Desperdícios no dia-a-dia
  • Burocracia
  • Lentidão, demora para decidir
  • Superficialidade das análises e decisões
  • Não pesquisar o melhor preço da praça
  • Negociações mal feitas, pouco refinadas e com baixo nível de aspiração
  • Desequilíbrio entre “fazer internamente” e “comprar de fontes externas”
  • Planejar baseado na conveniência e segurança dos estoques altos
  • Deixar coisas inacabadas, começar muita coisa e não completar.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sobre simplicidade



"Making the simple complicated is commonplace, making the complicated simple, awesomely simple, that's creativity
Charles Mingus

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Empilhadeiras movidas a hidrogênio


O futuro está chegando...

A segunda maior engarrafadora de Coca Cola nos Estados Unidos irá utilizar 40 empilhadeiras movidas a hidrogênio em sua fábrica de Charlotte, North Carolina, a partir de 2010. Quem está fornecendo as células de combustível é a empresa Plug Power.

Segundo a notícia que li, os equipamentos reduzem os custos operacionais e a emissões de gases contribuidores do efeito estufa em 30%. A Coca Cola considerou várias opções antes de se decidir pela conversão de sua frota de movimentação e armazenagem de combustão interna para uma tecnologia limpa.

E empresa havia considerado a mudança para equipamentos elétricos mas acabou optando pelo hidrogênio porque exige menos espaço para recarga e aumenta a disponibilidade do equipamento e dos operadores.
Com as células de combustível os operadores de empilhadeira conseguem usar os equipamentos à toda carga durante todo o turno.

A notícia "Bottler Installs Hydrogen-Powered Forklifts" foi vista originalmente em "About.com Logistics / Supply Chain" on Tuesday, October 20th, 2009 at 04:15:55.

Como armazenar seus páletes incompletos

Normalmente quando dimensiono um armazém, e considerando que exista uma população importante de páletes baixos (porém completos), procuro estabelecer a melhor relação entre a quantidade de posições para páletes altos e páletes baixos, de modo a garantir a melhor ocupação volumétrica do prédio.

A relação entre posições altas e baixas deve ser criteriosamente analisada porque embora, de modo geral, se considere o custo de uma posição pálete no armazém como único, 2 posições páletes baixas sempre custarão mais do que uma única posição alta, dado que teremos que considerar o espaço das longarinas adicionais e do espaço livre para livrar o pálete da estrutura.
E no armazém, espaço = R$
!

No entanto, é praticamente impossível ter um armazém em que não haja posições ocupadas por páletes incompletos, e isso deve ser um dos pontos considerados no planejamento da ocupação e nos algoritmos do sistema de gestão (WMS).

Porém, quando estamos no pico de utilização do armazém, esses espaços mal ocupados deixam de ser estatística e realmente provocam um impacto importante.

No número de Novembro da “Distribution Center Management” há um artigo interessante assinado por Jack Kuchta, presidente da Jack Kuchta LLC, sobre o uso de áreas específicas para armazenagem de páletes incompletos.

Para garantir a melhor solução, o Sr. Kuchta sugere que se compare o custo da realocação do material vs o custo da ineficiência volumétrica que os páletes incompletos provocam.

E para isso considera 3 pontos: O tempo de giro do pálete incompleto; O custo de realocação, O custo de uma posição pálete.

Considerando essas variáveis, quando o custo de armazenagem do pálete incompleto excede o custo da realocação, é hora de se considerar uma área específica para os páletes incompletos ou, quando operacionalmente e gerencialmente seja possível, juntar dois ou mais páletes incompletos (e isso exige mão de obra e cuidados adicionais de controle).

Só que nem sempre o assunto é resolvido simplesmente pela realocação de páletes na área de armazenagem, ou da transferência pura e simples dos páletes incompletos para a área de picking.

O uso de prateleiras, racks, ou sistemas mais complexos para armazenar caixas soltas também poderão ser considerados, mas cada um deles trará suas próprias vantagens e desvantagens no uso do espaço, nos controles, e na flexibilidade da operação.

O que se conclui disso é que qualquer das escolhas exigirá o estabelecimento de compromissos entre eficiência volumétrica e eficiência da mão de obra, bem como entre custos operacionais e custos de capital.

Portanto, não escolha uma alternativa sem antes considerar os impactos sistêmicos de sua decisão. Para isso, poderá ser necessária a colaboração de um especialista.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Maior pé-direito é sempre vantajoso?

Essa é uma questão que quase sempre assombra os empreendedores na hora de construir um novo armazém, encantados com a conexão entre altura de armazenagem e atualização tecnológica.

Eu já ouvi por aí que as paredes são a parte mais barata do prédio e que, desse modo, elevar sua altura é sempre vantajoso, já que a área de piso e de cobertura permanecem as mesmas.
Só que na realidade a coisa não é tão simples. A partir de uma certa altura o vento passa a ser um componente importante no dimensionamento da estrutura predial e exigirá um novo dimensionamento de pilares e da estrutura da cobertura.

Além disso, o uso intensivo de um pé-direito elevado fará com que a carga sobre o piso seja aumentada, além do que exigirá planicidade e regularidade muito mais rigorosas quanto maior for a altura de elevação. Isso aumentará o custo por m² do piso.

Provavelmente haverá necessidade da instalação de um sistema automático de combate a incêndio (sprinklers);

O sistema de iluminação terá de ser mais potente para oferecer o mesmo grau de iluminamento e conforto;

A estrutura porta-páletes terá de ser reforçada, além de alinhada e nivelada com critérios mais rígidos, o que também poderá ter reflexo nos custos do projeto e na instalação.

Embora a diferença entre diversas alternativas de elevação não onere significativamente o preço das empilhadeiras, há de se considerar que quanto maior a altura menor será a capacidade residual, além do que, invariavelmente haverá um consumo adicional de tempo para elevar e baixar os seus páletes. Para superar essa perda você provavelmente terá que superdimensionar o equipamento em quantidade e capacidade.

Se houver necessidade de uma reposição do equipamento por qualquer motivo, será mais difícil encontrar um outro no mercado para substituição ou locação.

Portanto, veja que a melhor alternativa para seu armazém é uma composição complexa de diversos fatores concorrentes, tanto os construtivos quanto aqueles que dizem respeito à operação em si. Por exemplo: Se sua operação demanda muito picking e pouco volume de armazenagem por SKU, e se o processamento de seus pedidos não é mecanizado/automatizado, você não precisará necessariamente de um prédio alto.

Uma boa análise prévia à definição do prédio fará você economizar um bocado de dinheiro em seu projeto.

Ligue-me! Terei grande satisfação se puder ajudá-lo em suas decisões.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Para implantar controles na sua operação

Controles são importantes. Eu já disse em outro tópico deste blog, que "Só conhece quem mede". Essa é uma frase recorrente sempre que o assunto é gerenciamento.

No entanto, é preciso saber controlar ou você criará uma burocracia infernal com resultados talvez inócuos e conhecimento zero.

Porisso verifique se os seus controles atendem aos requisitos abaixo:

validade
A medida fornece acompanhamento das necessidades verdadeiras dos clientes ou da produtividade real?;

cobertura
A medida ou grupo de medidas cobre todos os fatores relevantes?;

comparabilidade
A medida pode ser comparada ao longo do tempo e em diferentes locais?;

abrangência
Todos os recursos que geram um output são cobertos pelas medidas?;

utilidade
A medida serve para guiar ações, sejam corretivas ou de planejamento?;

compatibilidade
A medida é compatível com os dados disponíveis e com o fluxo de informações?;

custo/benefício
O custo de se obter a medida compensa os benefícios potenciais?.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Pombos são uma praga





Na minha opinião, pombos são uma espécie de ratos alados. Apesar da carinha simpática, eles são até mais difíceis de controlar do que estes.

Em armazéns e depósitos são uma infestação desagradabilíssima e se o local armazenar produtos de consumo humano a coisa fica realmente feia, pois ao mesmo tempo que esses produtos lhes proporcionam alimentos, ocorrem os problemas de contaminação pelos seus dejetos com a possibilidade de variadas doenças, tais como a criptococose, a psitacose, a toxoplasmose e a salmonelose. Há vários casos sérios documentados sobre doenças transmitidas por pombos, de modo que é um assunto que não deve ser negligenciado.

A maior dificuldade de controle reside no fato de que, dependendo do tamanho da área e do sistema construtivo, é virtualmente impossível vedar todas as aberturas por onde as aves entram. Essa, sem dúvida, é a solução definitiva.
Soluções que normalmente são eficazes em pequena escala como géis grudentos, são inviáveis quando temos muitas tesouras no telhado, longarinas de porta-páletes e outros poleiros eventuais.

Uma solução que eu já vi que funciona com razoável eficiência é estender fios com fitas plásticas aluminizadas, dessas usadas por lojas de automóveis. Isso parece confundir as aves mas não sei se elas não se acostumam com a poluição visual. O maior inconveniente é que o armazém fica parecendo uma revenda de automóveis.

Uma outra solução que eu vi em www.pragas.com.br/noticias/destaques/pombos_controle.php é pulverizar uma ou duas vezes por semana, os locais onde os pombos pousam com uma solução de formol a 10% em água. Creio que usar essa solução também precisa do aval de algum profissional da área da saúde, porque o formol é uma substância bastante agressiva aos seres humanos.

Diz a lenda, que os pombos não suportam o cheiro de naftalina. Então, espalhar umas bolotas nos locais de descanso dos pombos também poderia ser uma solução interessante.

Cercas elétricas com pequenos intervalos entre os fios, prender fios de nylon (de pesca), bem esticados, a uns 10 cm acima dos locais de pouso, impedem que as aves pousem nestes locais.

Enfim, esse não é um problema de fácil solução, mas ao primeiro sinal de infestação alguma providência deverá ser tomada para evitar que as aves acabem gostando do ambiente e nidificando dentro de suas instalações.

crédito da imagem: photo © MIROSLAV VAJDIĆ for openphoto.net CC:Attribution-ShareAlike