sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um pouco sobre o modo como eu trabalho...

Há algumas semanas fui convidado pelo Millor Machado, um dos sócios dos sites Empreendemia e Saia do lugar, para escrever um texto com a minha história de empreendedorismo.
Ontem eu tive a grata surpresa de vê-lo publicado! Se quiserem ler o texto sigam o link para o Saia do Lugar e prestigiem o pessoal do “Ovo engravatado” que eles merecem.

Aqui eu gostaria de complementar contando o meu jeito de trabalhar:

Em seu livro “World Class warehousing and material handling” Edward Frazelle escreveu que "Infelizmente, as receitas para muitos armazéns doentes são prescritas e implementadas sem muito exame ou teste".

O diferencial da minha empresa é justamente contrapor-se à evidência descrita por Frazelle, utilizando o conceito de intervenção mínima para:


  1. Fazer nascer um armazém saudável (pré-natal);

  2. Fazer a profilaxia dos armazéns existentes para que não fiquem “doentes”;

  3. Curar aqueles que apresentam algum tipo de problema, usando o remédio(s) certo(s) na dose certa.


O projeto de uma operação logística (fazer nascer) seja um Centro de Distribuição, um almoxarifado, ou um terminal de cross-docking tem peculiaridades de planejamento e de tempo, e sobre eles falarei em outro momento.


Identificar os sintomas
Em relação às operações já em funcionamento eu acredito que um trabalho de assessoria deva ser feito da forma que resulte na máxima eficácia, sem partir de cara para soluções mirabolantes e altamente tecnológicas. “Back to the basics”, “Menos é mais”, “Simples e funcional” são frases que eu aprecio.

E mais uma vez usando uma analogia com termos médicos: nada de deixar o paciente em longas recuperações. O paciente tem que andar pelas próprias pernas rapidamente.
Do mesmo modo que um médico, para que o projeto ou “tratamento” tenha sucesso é preciso identificar os sintomas do paciente através de:


  • Observação visual

  • Diálogo

  • Uso de instrumentos

  • Testes e análises

É fundamental iniciar pelo entendimento do negócio do cliente, identificar o que é preciso medir ou dimensionar, levantar os dados necessários, tratar e analisar adequadamente as informações provenientes desses dados.
A partir daí utilizo meus conhecimentos acadêmico e prático para formular um diagnóstico, e só depois disso prescrevo a receita adequada.

Nesse processo é preciso ficar atento e ter a sensibilidade necessária para perceber a realidade do cliente, as limitações ou restrições existentes nas instalações da empresa e de que modo essas restrições poderão ser sanadas, de que modo a equipe do cliente poderá contribuir, qual a capacidade de investimento da empresa, quais são as suas perspectivas de crescimento, quais as características do mercado em que atua...

E como dar as boas notícias ao cliente?
(quase sempre são boas)

É preciso comprovar o diagnóstico de modo a poder justificar as propostas de mudanças e que delas possa se esperar resultados concretos.
É preciso mostrar o retorno sobre os investimentos propostos e apresentar as expectativs de aumento de receita e da percepção de valor que os seus clientes poderão ter. E sempre que possível também as expectativas de redução de custo.

Uma vez que esses cuidados tenham sido tomados na abordagem, no desenvolvimento do trabalho, na apresentação, e na implementação, os riscos de “rejeição” são extraordinariamente reduzidos e a intervenção terá sido bem sucedida.

2 comentários:

  1. Valter,

    Essa analogia que você faz da consultoria como um tratamento médico é fantástica. A forma que o serviço é organizado fica bastante didática, imagino que os clientes gostem muito também.

    As portas do Saia do Lugar estão sempre abertas para outros casos de empreendedorismo.

    Por sinal, resolvemos o problema com os comentários. Você já pode responder os comentários novos que surgiram por lá.

    Abraços!

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  2. Ah, outra coisa.
    Como postamos 2 vezes ao dia, em pouco tempo o artigo não estará mais entre os primeiros tópicos.
    Te peço por favor para colocar o link direto para o seu artigo ao invés da página principal do blog.
    Segue o link:
    http://www.saiadolugar.com.br/2010/02/04/caso-de-empreendedorismo-como-um-consultor-pode-ser-util-ao-cliente/

    Abraços!

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