quinta-feira, 25 de março de 2010

A safra recorde e os riscos de apagão logístico

Li hoje um artigo do Deputado Federal pelo Paraná, Dilceu Sperafico, sobre os riscos de apagão logístico que continua rondando nossa economia.
Segundo o artigo, 50% da safra de soja do Mato Grosso é consumido pelo frete até os portos de exportação. Isso corresponde a cerca de 31% de toda soja produzida no Brasil.
Dá pra perceber o tremendo ralo por onde escoa nossa economia?

Numa outra notícia que li sobre o transporte de açúcar da região de Ribeirão Preto para Santos, o uso do transporte ferroviário provoca uma redução de 20% no custo do frete.

Caramba! Até quando ficaremos dependentes do transporte rodoviário?

Segundo Sperafico, nossa matriz de transporte faz com que 67% da safra seja escoada por rodovias, enquanto que nos Estados Unidos o transporte rodoviário movimenta apenas 26% das cargas enquanto o ferroviário é responsável por 38%.

Com base na comparação feita acima, dá pra perceber que o jeito americano de transportar é muito mais econômico.

De que adianta comemorarmos safras recordes e descobrir que somos o celeiro do mundo, se metade de tudo vira poeira de estrada? Quanto mais produzimos mais prejuízos acumulamos, tanto pela falta de infraestrutura, quanto pelo custo dos insumos e excessivos impostos.

Dia desses vi uma entrevista na TV Câmara ou TV Senado (sei lá!) sobre a movimentação que está acontecendo entre os parlamentares, no sentido de mudar nossa matriz de transporte dando ênfase para as ferrovias. Vamos ver se os caras fazem o trabalho direito e rápido.

Leia o artigo completo em http://migre.me/rhQk

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