quarta-feira, 28 de abril de 2010

CRONOANÁLISE COMO FERRAMENTA DE PLANEJAMENTO

Com alguma freqüência eu sou questionado com perguntas do tipo:
- Preciso dispor de alguma ferramenta que me informe quanto tempo eu levarei para cumprir uma determinada tarefa. Posso registrar os tempos de cada operação e tirar uma média?
Qual a melhor forma para medir o desempenho do meu pessoal operacional?

Primeiros registros

Se você não mede o desempenho de seu pessoal de nenhum modo, um primeiro passo pode ser o registro do consumo de seus recursos em relação às tarefas do dia a dia. Para isso, estabeleça uma folha de controle simples, em que sejam anotados o nome do responsável pela tarefa (pessoa ou grupo), a hora de início e a hora de finalização, quantas pessoas estiveram envolvidas, e o volume de trabalho correspondente, seja em m³, em caixas, em linhas de pedido. Enfim inicie um registro.
Desse modo, depois de algum tempo você terá um registro histórico de suas atividades. Embora a confiabilidade seja baixa, e os detalhes mínimos, ainda assim você terá uma medida para sua orientação.
Mas registros desse tipo não oferecem os detalhes suficientes para que possam ser aproveitados para um planejamento confiável. Então como isso pode ser melhorado?

O Estudo do Trabalho

Para responder essa questão precisamos falar um pouco sobre o Estudo do Trabalho.
Isso vem a ser o “Estudo da atividade laboral” por meio de observações e análises, com a caracterização das interferências ocasionais e das suas relações com o desempenho, de modo a obter o melhor controle do processo como um todo.
Esse estudo se divide em 2 partes:

  1. Estudo dos métodos:

  2. Investigação dos métodos de trabalho para obtenção de melhor eficiência.
    Com isso você terá um painel completo de como suas operações se desenvolvem atualmente, e quais alterações merecem ser feitas nos seus métodos de trabalho de modo a possibilitar um ganho de desempenho (eliminar tarefas ou movimentos desnecessários, reduzir distâncias, etc...).

  3. Estudo dos tempos:

  4. Investigação do tempo necessário à execução das tarefas considerando fadiga e tolerâncias pessoais.
    Após a racionalização dos seus métodos, deverá ser feita uma análise em detalhe dos tempos de suas operações. Como resultado você terá uma visão totalmente clara de como suas operações consomem seus recursos e desse modo conseguirá planejar o tempo necessário para dar conta de sua demanda com os recursos disponíveis no momento.

Para obter os melhores resultados devemos investigar:

  • Métricas
  • Níveis de serviço
  • Potencial de melhorias
  • Grau de utilização dos recursos
  • Métodos de apropriação dos custos
  • Potencial de planejamento
  • Métodos de comparação
  • Ligação com os sistemas corporativos

E COMO ISSO PODERÁ SER FEITO?
Há algum tempo eu fiz 2 postagens sobre cronometragem de operações indiretas. Vale dar uma olhada! Mas esse é um trabalho para especialistas em tempos e métodos, e no caso de operações centradas em movimentação de materiais, não basta ser um cronoanalista especializado em operações industriais. É preciso que se tenha uma visão treinada nas dificuldades de se medir operações não repetitivas e de baixa freqüência.

Veja abaixo o exemplo de uma planilha com a composição (parcial) do tempo de carregamento de caixas e páletes em um veículo


Este é um exemplo do tempo (minutos) de separação por caixa. Veja que o tempo se modifica em função da quantidade de pedidos tomados no ciclo e da quantidade de caixas dos pedidos. O gráfico nos mostra, portanto, que a determinação de uma unidade de trabalho ótima é importante para se obter um melhor ou pior desempenho da atividade.


Aqui está um outro exemplo de uma tabela contendo os tempos que compõem a operação de uma máquina, no caso uma transpaleteira hidráulica.

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