domingo, 20 de junho de 2010

Dicas de especialistas sobre segurança em armazéns




A Inbound Logistics Magazine de Maio, trouxe uma reportagem extensa e muito interessante sobre segurança em armazéns destacando as ações tomadas por um Operador logístico americano "APL Logistics", entrevistando Dixie Brock que é o gerente nacional de segurança, Bill Hayes, gerente da unidade de Tracy, Ca; e Steve Mullins da unidade de Coloma, Mi.

Para que vocês tenham uma idéia da preocupação da APL com a segurança, a unidade de Scottsdale, Az, detém um índice de acidentes que é 62% menor do que a média americana, a unidade de Tracy atingiu a marca de um milhão de horas homem sem acidentes e a unidade de Coloma atingiu 3 anos sem acidentes ou qualquer tipo de incidente registrável pela OSHA, que é a agência americana de segurança e saúde ocupacional.

Eu recomendo a leitura completa mas vou dar uma pincelada em alguns pontos que achei interessante.

Bandeirolas nas empilhadeiras:
As empilhadeiras trazem mastros flexíveis com bandeirolas que são visíveis acima de pilhas de páletes na área de estacionamento. Desse modo, os passantes pelos corredores principais enxergam as bandeirolas mesmo antes de enxergas as empilhadeiras.

Pintura de pilares:
Hayes diz que os pilares dos armazéns são pintados de uma cor surpreendente, ROSA. Segundo ele, essa cor oferece maior visibilidade periférica do que vermelho ou amarelo.

Sinalização de solo e espelhos:
As extremidades dos corredores e cruzamentos tem sinalização de solo na forma de uma faixa vermelha, e há espelhos convexos estrategicamente espalhados por todo o armazém.

Cintos de segurança:
Hayes diz também que em seus armazéns há uma política de tolerância zero com operadores de empilhadeira sem cinto de segurança, em que a primeira infração corresponde a uma suspensão e a segunda dá demissão imediata. Essa política de erros sem perdão se aplica também a outras atitudes inseguras no uso do equipamento mas se justifica quando se sabe que só nos Estados Unidos as empilhadeiras e outros equipamentos industriais são responsáveis por cerca de 20.000 acidentes e 100 mortes anuais, e muitas dessas ocorrências poderiam ser evitadas ou minimizadas se os operadores utilizassem constantemente seus cintos de segurança.

Critérios de premiação:
A empresa no entanto, não quer que seus empregados vejam a segurança somente através de aspectos negativos. Porisso reforça a ligação entre segurança e produtividade através da inserção de métricas que tenham componentes ligados a ela.
Por exemplo: Na premiação semanal só concorrem os empregados que não tenham tido incidentes ou violações de segurança nos 7 dias anteriores.

Competição e Bingo de segurança:
Na unidade de Coloma, Mullins diz que há um programa chamado “Você sabe mais do que sua equipe de segurança?” em que alguns empregados são incentivados a responder 10 questões sobre segurança numa competição contra os membros do comitê de segurança da unidade.

O bingo só com questões relativas à segurança do trabalho é feito da seguinte maneira: À cada mês a empresa oferece uma certa quantia em dinheiro que poderá atingir US$575. Ao final do mês, se não houve nenhum acidente esse dinheiro corresponderá ao prêmio do bingo. Caso tenha havido algum acidente, o bingo não é feito e no mês seguinte o prêmio será de apenas US$125.

Auto-treinamento:
Brock diz também que os empregados são incentivados a eles mesmos desenvolverem programas de treinamento. No ano passado, por exemplo, eles fizeram em conjunto uma apresentação em PowerPoint sobre segurança na operação de empilhadeiras que, de tão boa, foi compartilhada com as outras unidades.

SEGURANÇA NAS DOCAS

A reportagem continua falando que 80% dos acidentes com empilhadeiras concentra-se na área de docas, apesar de que geralmente essa área corresponde a somente 20% da área total do armazém.
Uma das causas mais comuns, segundo a reportagem, são os atropelamentos, principalmente nos casos em que o carregamento é feito diretamente através das empilhadeiras dentro dos veículos.

Para isso, recomendam sinalização específica de aviso quando há empilhadeira no interior do baú, sensores de presença, indicadores de travamento dos veículos nas docas, etc...

A reportagem termina dizendo que a prevenção de acidentes começa com liderança, treinamento, comunicação, avaliação dos riscos, e controle, e fornece os 10 passos para tornar o seu armazém mais seguro:

  1. A segurança começa pelos níveis superiores da sua hierarquia;

  2. Treinamento é imprescindível;

  3. Observe como os colaboradores trabalham;

  4. Busque o envolvimento dos empregados;

  5. Esquematize o trabalho para que atenda as necessidades ergonômicas e pessoais dos empregados;

  6. Avalie os riscos de cada atividade;

  7. Avalie as condições do armazém;

  8. Investigue a causa dos incidentes e acidentes;

  9. Mantenha um canal consistente de comunicação entre todos os níveis;

  10. Crie métricas que avaliem a presença de situações seguras e não somente a falta de segurança.


E com relação ao seu armazém, quais foram as suas iniciativas no último ano?

Um comentário:

  1. Parabéns pelo post. Estou a postar de Portugal. Aproveito para perguntar se me pode dizer onde posso encontrar informação sobre Ambiente, segurança, higiene e saúde em logística se poder ajudar agradeço desde já.
    O meu mail é pgilvf@gmail.com

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