domingo, 24 de julho de 2011

Um único conteiner acidentado e US$ 1.000.000 de prejuízo. Dá pra acreditar?

garrafa quebradaUm operador de empilhadeira da Kerry Logistics, na minha opinião, teve o pior de seus dias em Port Adelaide, Austrália, quando ao movimentar um conteiner, este escorregou e caiu de uma altura de 6 metros, causando um prejuízo de US$1,07 milhões (um milhão de dólares australianos).
Para seu azar, o conteiner estava carregado com 462 caixas contendo 5.544 garrafas do vinho "Velvet Glove Shiraz" da safra de 2010, da vinícola Mollydooker Wines, que seria vendido por US$200 a garrafa.

Não sobrou nenhuma garrafa pra contar a história.

Pra que se tenha uma idéia, as caixas atingiram o chão com uma energia equivalente a 12 toneladas e ficaram com um terço de seu tamanho normal.

Essas 462 caixas representavam aproximadamente um terço da produção da vinícola. A disponibilidade do vinho na Austrália foi reduzida e o lançamento nos EUA certamente será atrasado.

notas:  A Kerry Logistics é um operador logístico baseado em Hong Kong focado na China mas com operações também na Austrália, Europa e EUA.

Essa nota foi traduzida livremente da notícia dada por Martin Murray em http://logistics.about.com/b/2011/07/22/forklift-accident-destroys-wine-worth-1-million.htm

 

http://www.kerrylogistics.com/htdocs/index_en.html

quinta-feira, 14 de julho de 2011

20 dicas para operar uma paleteira com segurança



Uma paleteira manual parece um equipamento à toa, extremamente útil na movimentação de páletes mas que, dado seu pequeno valor, não merece nenhum cuidado ou preocupação adicionais.

Isso não é verdade, nem de longe!  Uma paleteira quando mal utilizada pode ser sinônimo de lesões aos empregados, de prejuízos aos produtos movimentados, ou a outros equipamentos ou instalações.

Desse modo, sugiro que incluam um capítulo sobre o uso das paleteiras em seus manuais de boas práticas, que poderia conter tópicos tais como:

  1. Seus empregados só devem operar uma paleteira manual após terem sido instruídos e devidamente autorizados.
    Para isso devem ter lido e entendido as informações de segurança, e conhecer os princípios que regem o funcionamento do equipamento.
  2. Tal qual uma empilhadeira, uma paleteira só deve ser colocada em funcionamento após uma checagem das suas condições mecânicas.
    O estado das rodas de carga e direção, os controles de elevação e frenagem, os mecanismo de direção, e dispositivos de segurança, devem ser vistoriados.  Se forem detectados vazamentos de óleo, fissuras nas soldas das patolas ou na alavanca de comando, ou qualquer outra não conformidade, o equipamento deve ser encaminhado imediatamente para manutenção.
  3. A detecção de qualquer necessidade de manutenção ou reparo deve ser comunicada imediatamente ao supervisor.  Equipamentos que apresentem qualquer tipo de não conformidade não devem ser colocados em uso.
    Além de tornar o uso inseguro e aumentar o risco de acidentes, negligenciar um pequeno reparo hoje pode acarretar uma longa parada para manutenção no futuro.
  4. A paleteira foi projetada para levantar e transportar cargas devidamente apoiadas e equilibradas igualmente em ambas as patolas. Desse modo, não se deve levantar ou transportar páletes ou outro tipo de carga mal distribuída entre as patolas ou apoiada numa única.
  5. Além de provocar danos ao equipamento essa prática torna a movimentação potencialmente insegura e aumenta o risco de acidentes.
  6. Todas as paleteiras tem uma placa mostrando a sua capacidade máxima.  Esse limite não deve ser excedido em hipótese alguma.
  7. Sempre olhe na direção do deslocamento.  Tome cuidado quando a visibilidade está obstruída pela carga transportada.
  8. Deve-se tomar um extremo cuidado quando se transporta cargas mal empilhadas ou mal amarradas, ou com embalagens irregulares ou frágeis.
  9. As condições do pálete também devem ser verificadas. Páletes em mal-estado não devem ser transportados.
  10. Observe um espaço mínimo de segurança ao movimentar a paleteira próxima de pessoas, paredes, estruturas, pilares ou qualquer outro obstáculo.
  11. A velocidade do deslocamento deve ser a de uma pessoa andando normalmente. Movimentar uma paleteira mais rapidamente do que isso tornará a sua operação insegura.
  12. O movimento deve iniciar e parar suavemente, bem como as mudanças de direção. Pisos lisos ou ásperos podem causar derrapagens ou trepidações. O operador deve também tomar cuidado com a mudança no comportamento do equipamento quando sob carga.
  13.  Uma paleteira não é skate ou patinete. Jamais use-a desse modo.
  14. Nunca transporte ninguém sobre as patolas.
  15.  O operador de transpaleteira deve sempre usar sapatos de segurança com biqueira reforçada e sola anti-derrapante.
  16. Quando for estacionar o equipamento após a utilização, abaixe totalmente o mecanismo de elevação.

Uso em rampas

Uma paleteira é projetada para trabalhar em pisos planos. Porém, se eventualmente, e só eventualmente, a rota de transporte do pálete exigir a passagem por rampas, então o cuidado deve ser redobrado com a fixação da carga ao pálete. Além disso é sempre bom lembrar:

  1. Se a rota de transporte do pálete envolver a passagem por rampas, então o cuidado deve ser redobrado com a fixação da carga ao pálete. Além disso é sempre bom lembrar:
  2. A declividade das rampas a serem vencidas (subindo ou descendo) pelas transpaleteiras não deve ser maior que 6%.
  3.  Na subida a paleteira deve ser puxada e na descida deve ser empurrada. Isso corresponde a manter a alavanca de comando sempre do lado alto da rampa.
  4. Em rampas nunca transporte cargas que não seriam confortáveis de serem movimentadas no plano. A rigor, as cargas transportadas em rampas deveriam ser reduzidas.

Lembre-se também que:

Apesar do método comum ser puxar a transpaleteira, é sempre conveniente empurrá-la ao invés de puxar, visto que o primeiro modo de operação força a coluna do operador.

Para qualquer carga que seja desconfortável para movimentar o operador deverá contar com a ajuda de um auxiliar.

 

terça-feira, 12 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

O significado da palavra "Gestão"

Li um artigo de Stephen Kanitz em seu blog "Stephen Kanitz - Artigos e Comentários", com umas observações muito interessantes para se refletir. Frequentemente usamos alguns conceitos e definições "da moda" sem refletir sobre o que estamos dizendo. Eu concordei com ele, você pode até não concordar mas vale a pena ler.

O Significado da Palavra Gestão

Imgres-8Muitos administradores usam a palavra gestão como sinônimo de administração. 

Mas existe um grupo de brasileiros que recusa a usar o termo administração, e usam invariavelmente o termo Gestão. 

Gestão vem de Gesto, Gesticulação.

Gestores eram aqueles que gesticulavam, que apontavam com o dedo indicador onde o carregamento de alimentos deveria ser deixado ou estocado.

Leia o restante no blog do Kanitz

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sequenciamento de SKUs nos endereços de separação (picking)

No planejamento da localização e sequenciamento dos SKUs em sua área de separação, deverão ser considerados dois parâmetros:

Perfilamento (profiling): Que é a determinação de qual será o espaço adequado para cada item de modo a reduzir o reabastecimento.  Isso inclui o agrupamento por natureza. Por exemplo: inflamáveis, tóxicos, alimentos, bebidas, etc...

Alocação (slotting): Que é a determinação do sequenciamento correto para otimizar o caminho do separador e otimizar a ergonomia de cada localização.

sábado, 2 de julho de 2011

A base do sucesso

"Conhecimento é o que as pessoas sabem;

Habilidade, o que elas fazem;

e Atitude, o que elas são"

Se faltar um desses pontos de apoio, não se consegue o sucesso.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cosan avança em projeto para transportar açúcar por via férrea

Michele Loureiro   (mloureiro@brasileconomico.com.br) 

29/06/11 15:55

Segundo a reportagem de Michele Loureiro, no jornal "Brasil Economico" de 29/6, A Rumo Logística, empresa do grupo Cosan, vai investir R$ 200 milhões para construir o terminal de Itirapina (SP).

O aporte faz parte do plano da empresa que visa mudar o modal de transporte de açúcar produzido na região Centro-Sul paulista, que chega ao Porto de Santos por meio de rodovias, e passar a utilizar a ferrovia. 

O montante destinado ao terminal de Itirapina faz parte do R$ 1,3 bilhão em investimentos previstos pela Rumo desde 2010 para transportar anualmente 11 milhões de toneladas de açúcar por ferrovia até 2013.

A empresa - responsável por quase metade do açúcar que entra em Santos - está investindo na recuperação e ampliação de vias férreas permanentes, em novos pátios e terminais intermodais, locomotivas e vagões.

"Fazemos isso porque as projeções indicam que haverá restrição nos próximos dois anos no acesso ao porto de Santos, então a ideia é transferir o açúcar para a ferrovia, que é um modal também mais sustentável", diz Julio Fontana, presidente da Rumo Logística.

Localizado estrategicamente em um ponto que atende todas as linhas ferroviárias existentes na região, o terminal de Itirapina será equipado com sistemas especiais para que o produto transportado mantenha seu padrão de qualidade.

Os armazéns contarão com técnicas de controle de pragas e de temperatura interna, além de mecanismos de proteção do produto estocado para que as perdas por dissolução ou por dispersão aérea sejam minimizadas.

Com a migração do modal de transporte de açúcar, estima-se uma redução no número de viagens de caminhões nas rodovias paulistas, o que diminuirá a emissão de gás carbônico na atmosfera e colaborará com a melhor conservação das estradas estaduais.

"Com a reversão de modais, estimamos retirar até 30 mil caminhões das estradas por mês, o que diminuirá consideravelmente a emissão de gás carbônico", diz Fontana.

O presidente da Cosan, Marcos Lutz, afirma que as iniciativas da companhia estão alinhadas com a Política Estadual de Mudanças Climáticas de São Paulo, que prevê a redução de 20% das emissões de gás carbônico no estado até 2020.

"Estamos trabalhando para que o Estado de São Paulo tenha cada vez mais soluções logísticas de alto valor agregado, operando de maneira sustentável, eficiente e rentável", disse.

Presente no evento de anúncio das obras de Itirapina, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu a participação da iniciativa privada nos investimentos em logística.

"O governo não pode fazer tudo e não tem dinheiro para tudo". Segundo ele, o governo deve trazer a iniciativa privada para obras, incentivar os investimentos destas companhias e atuar "como regulador e fiscalizador".

Alckmin falou também sobre as obras do Ferroanel. Ele disse que o governo paulista tem interesse em participar tanto da asa Norte, como da Sul e afirmou que em julho estará pronto estudo sobre a interligação entre Santos e Guarujá e ainda para obras nas regiões portuárias dos municípios