quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O tempo passa, e nossa safra perde valor pelo caminho.

Esta é uma reportagem publicada no caderno de Economia e Negócios do jornal O Estado de São Paulo.

Vale a pena ler sobre a comparação entre as venturas de um fazendeiro americano e as desventuras de umm um colega brasileiro.
http://migre.me/gICLD

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Padrões de trabalho e Procedimento Operacional Padrão "POP"

Um padrão de trabalho é uma descrição por escrito de como um processo deve ser realizado, de modo a guiar a sua execução de modo consistente, e constitui-se num requisito essencial para qualquer empresa que busque seriamente por melhorias, além de constituir-se numa ferramenta básica para a aprendizagem do trabalho.
Um padrão deve incluir métricas de desempenho e servir para a coleta dos dados relativos a este. Desse modo proporcionará as informações necessárias para a descoberta de oportunidades de melhoria, e adicionalmente, permitirá medir as melhorias implantadas.

Em sua melhor forma, um “Procedimento Operacional Padrão” documenta a melhor prática corrente e assegura que esta seja disseminada por toda a empresa.  Como mínimo, o padrão deve providenciar a linha de base a partir da qual uma melhor abordagem dos métodos e processos possa ser desenvolvida.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A coordenação e a harmonia são cruciais em logística

Um dos pontos cruciais em Logística, para que se consiga a eficiência e com ela a resposta adequada à demanda de seus clientes, é a harmonia das ações, a coordenação entre os atores e o intenso treinamento que faz com que a sequência das atividades torne-se mecânica e os resultados individuais estejam sempre contribuindo para um todo de valor.  Isso não quer dizer que não haja espaço para a criatividade ou para soluções diferentes, nem que exista apenas um único certo ou errado.  Entretanto, depois da fase de planejamento, e eliminando as eventuais exceções (pontos fora da curva, no coloquial), temos que ter uma execução impecável.

Dúvidas?  Veja o vídeo:



link para o vídeo

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Recaptcha

exemplo do recaptcha

A maioria de nós já precisou digitar aqueles conjuntos de letras e números que nos são apresentados para que validemos algum procedimento na internet.

Sempre achei o sistema, que se chama CAPTCHA, genial (embora às vezes chato!) porque o conjunto de letras e números "desenhados" ou "distorcidos" só consegue ser interpretado por humanos e, desse modo, evita que os robôs validem endereços ou se cadastrem em sites.

O que eu fiquei sabendo hoje é que o inventor do sistema, o guatemalteco Luis Von Ahn, que é tido como uma das mentes mais brilhantes da atualidade, juntamente com uma equipe de outros brilhantes desenvolvedores da Carnegie Melon University, se constituem em gênios ainda maiores ao aperfeiçoar o sistema.

Vamos ligar as coisas. A Google tem um projeto de digitalização de livros "Google books", o que é feito através do escaneamento de imagens das páginas e reconhecimento dos caracteres através de uma classe de software chamada de OCR (Optical Character Recognition). Por outro lado o Captcha usa interpretação humana para transformar imagens em texto.

O aperfeiçoamento do CAPTCHA, que é chamado RECAPTCHA e já é propriedade da Google desde 2009, aproveita aquelas palavras que não conseguiram ser interpretadas corretamente pelo OCR durante a digitalização de livros e as envia junto com uma outra que servirá para identificar o digitador como humano.  Ao enviar duas palavras para que o internauta digite, a primeira o identifica como humano e a segunda, após múltiplas checagens, automaticamente preenche o texto que não havia sido anteriormente identificado pelo OCR.  Desse modo, sem saber, estamos colaborando com o processo de digitalização de livros pelo mundo afora.

Para saber mais:

https://en.wikipedia.org/wiki/ReCAPTCHA

http://www.google.com/recaptcha

sábado, 27 de abril de 2013

Estantes ou Prateleiras

Ontem um aluno me escreveu perguntando sobre a diferença entre estantes e prateleiras.
E eu, me perguntei quantas vezes utilizei cada um desses nomes de forma indistinta e muitas vezes, trocando as denominações num mesmo trabalho.
Desse modo resolvi transcrever a resposta dada a ele, como uma postagem:
Olá XXXXXXX
Esse é o tipo de definição que, em português, poderá causar algum tipo de confusão.
Veja o que diz o Dicionário Aurélio:

Se estante é um móvel com prateleiras e prateleira é uma espécie de estante, ficamos sem saber o que é o que!
Mesmo em inglês existe essa dúvida relacionada a rack (estante) e shelf (prateleira).

Entretanto, partindo do inglês fica mais claro entender a diferença porque shelf se refere sempre a superfícies horizontais, enquanto rack pode se referir também ao esqueleto que sustenta as prateleiras, ou gavetas, ou mesmo qualquer outro tipo de objeto , por exemplo uma partitura musical, um quadro, uma escultura, etc...
Veja portanto que uma estante pode ou não conter prateleiras enquanto que se tivermos mais do que uma prateleira, elas estão montadas em uma estante.
Portanto eu diria que estante se refere a um conjunto de prateleiras montadas juntas num mesmo “esqueleto” ou módulo, enquanto que prateleira seria cada um dos “planos de carga” que serve para sustentar algum tipo de objeto ou carga.
O que eu acho é que você deverá chamar os equipamentos de um modo consistente, para não confundir quem estiver lendo o trabalho, e se possível esclarecer que esses equipamentos não tem nomes normalizados.
Boa sorte!
Valter Mello
Se algum leitor tiver alguma outra definição que contribua com essa questão, os comentários serão bem vindos!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Para começar bem o dia

"Gerentes ajudam as pessoas para que elas se vejam como são.

Líderes ajudam as pessoas para que elas se vejam melhores do que são"

Jim Rohn

Apesar de muito boas, sobre liderança eu ainda continuo preferindo a frase do General Colin Powell:

"Liderança é a arte de conseguir mais do que a ciência do gerenciamento diz ser possível"

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pesquisa mostra que 81% dos embarcadores marítimos pretende cortar custos, neste ano, através de documentos eletrônicos de embarque


Fonte: INTTRA através de www.SupplyChainBrain.com
25 de Fevereiro de 2013

Um estudo global de embarcadores de grande volume e freight forwarders, incluindo quatro dos cinco maiores operadores logísticos, concluiu que 81% dos respondentes querem receber faturas eletrônicas em 2013.
O estudo, realizado pelo INTTRA, também apontou  que 77% dos respondentes acham que o gerenciamento dos conflitos é o grande desafio envolvendo faturas, com a redução do tempo e dos custos de processamento vindo em segundo lugar com 68%. 
Os 10 países no ranking dos que preferem a fatura eletrônica incluem a Grã-Bretanha, a China, Holanda, Estados Unidos, Alemanha, Cingapura, Austrália, França, HongKong e Itália.
Documentação, resolução de conflitos e processos de pagamento são altamente fragmentados nesse segmento de negócios e representam uma área significante de custos e ineficiência, diz Otto Schacht, que é o vice-presidente executivo de logística marítima da Kuhne+Nagel.  Operadores logísticos e seus transportadores marítimos podem beneficiar-se da padronização dos processos, melhorar a visibilidade para suas responsabilidades financeiras e tornar o processo documental mais transparente, tudo isso correspondendo a ganhos de tempo e de recursos.

Ganhos potenciais de milhões durante tempos economicamente difíceis

A indústria do transporte marítimo continua se deparando com desafios financeiros, incluindo custos recordes nos custos de combustíveis, uma redução das fontes tradicionais de financiamento, decréscimo do volume global, e capacidade excedente. O processo de pagamento manual resulta em custos diários de desperdício para transportadores e embarcadores , que podem somar milhões de dólares anualmente: A força tarefa informal da Comissão Europeia em prol da fatura eletrônica aponta que o custo médio de processar a fatura em papel na Europa foi de cerca de €30 (US$48). De acordo com o relatório Billentis 2012 E-Invoicing/E-Billing Report, a mudança para a fatura eletrônica corresponderá a ganhos entre 50% e 80%. Para transportadores isso poderá significar um ganho de US$55 a US$ 80 em cada fatura.
A redução de erros e conflitos como um método para cortar custos permanece como a maior prioridade na demanda pela fatura eletrônica em 2013.
Os respondentes da pesquisa concordam prontamente: 93% quer o gerenciamento eletrônicos dos conflitos. Atualmente, os erros de faturas são estimados entre 20 a 25% de todos os documentos de frete. Isso resulta em atrasos e não pagamentos para os transportadores e drena tempo e recursos de ambas as partes que devem trabalhar juntas para processar e resolver essas discrepâncias.
“Nós estamos olhando para um rápido crescimento na adoção e necessidade para a fatura eletrônica na indústria de transporte marítimo, diz Rod Agona, o diretor para o gerenciamento da documentação eletrônica da INTTRA. “Não é segredo que este setor está tratando com uma economia muito difícil – como nunca vimos antes. Tanto os transportadores quanto os embarcadores estão olhando para modos de torná-lo mais eficiente e rentável, e a fatura eletrônica é um método comprovado para se atingir essas metas.
Os respondentes incluíram mais de 30 embarcadores de grande volume e freight forwarders, incluindo os quatro maiores em volume de TEUs. A pesquisa foi conduzida no outono de 2012 através de entrevistas individuais e questionários eletrônicos com executivos com títulos de diretor ou acima, das áreas comercial, TI, e finanças.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Um visão do futuro na logística


Uma vez eu aprendi que uma maneira eficiente de desenvolver nossas empresas é tentar matá-la todos os dias. E para isso é necessário exercitar modos pelos quais nossos produtos ou serviços poderiam ser substituídos.
Em logística, isso corresponde a pensar todos os dias o que poderia revolucionar a armazenagem, a movimentação de materiais e o transporte.
A Kiva já vem revolucionando a organização da armazenagem e a movimentação de materiais através das suas "tartarugas laranja". 
Hoje, ao assistir os vídeos (TEDx e Solve for X) em que Andreas Raptopoulos nos fala da visão da sua empresa Matternet, e da revolução possível no transporte, sem intervenção humana, de pequenas encomendas que em muitos casos representam a diferença entre a vida e a morte, eu concluo que o futuro está muito próximo, e que os paradigmas estão mudando muito rapidamente.

Vamos refletir sobre isso!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Embalagem feita de lixo tirado do mar


“Embalagens que sejam ambientalmente amigáveis é uma meta para a maioria das grandes empresas”

Essa frase, de um artigo que li no início da semana, escrito por Martin Murray no site About.com (www.about.com), motivou esta primeira postagem no blog em 2013.

Segundo ele, cerca de 80% de todo o lixo oceânico flutuante é composto de plástico. A vida marinha é drasticamente afetada por essa poluição, e estima-se possa matar mais de um milhão de pássaros marinhos e 100.000 tubarões.

A Method (www.methodhome.com), uma empresa norte americana de cosméticos que nasceu ambientalmente amigável, deu um importante primeiro passo ao lançar um novo frasco para seus produtos, que é feito com uma mistura feita a partir de material plástico recuperado dos oceanos e de plásticos reciclados de pós-consumo.  O novo frasco é utilizado para detergentes de cozinha e de higiene pessoal, e podem ser comprado no mercado americano nas lojas Whole Foods e pela WEB.

Os empregados da Method tem trabalhado com duas organizações havaianas, a Sustainable Coastlines Hawaii e a Kokua Hawaii Foundation; para coletar manualmente toneladas de material das praias havaianas. Este plástico tem sido processado por uma empresa chamada Envision Plastics que desenvolveu um novo processo que limpa rapidamente, mistura, e fabrica frascos que tem as mesmas características dos frascos feitos com resina de polietileno virgem de alta densidade.

Considerando que lixo é lixo em qualquer lugar do mundo, uma iniciativa como a descrita no artigo de Martin Murray, me parece possível de ser implementada no Brasil e contribuir para a limpeza dos nossos cursos d´água e de nossas praias.

Imagino que o custo dessa recuperação não deva ser baixo, visto que o resultado está sendo utilizado em embalagens de produtos para consumo humano.  No Brasil, teríamos adicionalmente os entraves previstos na legislação para a reutilização dos materiais reciclados. No entanto, o impacto ambiental de não se tomar nenhuma atitude é muito pior e imediato.

Sem dúvida devemos aumentar os nossos esforços no sentido de repensar nossas ações individuais e empresariais e reduzir a utilização de embalagens, visto que só isso será uma solução definitiva. 

Aqui  já se recicla, e com sucesso, as embalagens de defensivos agrícolas através da iniciativa Campo Limpo (www.campolimpoplasticos.com.br) que reúne fabricantes e consumidores num esforço conjunto para o reaproveitamento do material das embalagens.  Nesse caso específico, existe legislação específica para a responsabilização dos envolvidos. Mas por que isso não poderia ser feito de modo espontâneo?  Entretanto, enquanto esse dia não chega, que tal pensarmos nas possibilidades de seguir o exemplo da Method?