quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Embalagem feita de lixo tirado do mar


“Embalagens que sejam ambientalmente amigáveis é uma meta para a maioria das grandes empresas”

Essa frase, de um artigo que li no início da semana, escrito por Martin Murray no site About.com (www.about.com), motivou esta primeira postagem no blog em 2013.

Segundo ele, cerca de 80% de todo o lixo oceânico flutuante é composto de plástico. A vida marinha é drasticamente afetada por essa poluição, e estima-se possa matar mais de um milhão de pássaros marinhos e 100.000 tubarões.

A Method (www.methodhome.com), uma empresa norte americana de cosméticos que nasceu ambientalmente amigável, deu um importante primeiro passo ao lançar um novo frasco para seus produtos, que é feito com uma mistura feita a partir de material plástico recuperado dos oceanos e de plásticos reciclados de pós-consumo.  O novo frasco é utilizado para detergentes de cozinha e de higiene pessoal, e podem ser comprado no mercado americano nas lojas Whole Foods e pela WEB.

Os empregados da Method tem trabalhado com duas organizações havaianas, a Sustainable Coastlines Hawaii e a Kokua Hawaii Foundation; para coletar manualmente toneladas de material das praias havaianas. Este plástico tem sido processado por uma empresa chamada Envision Plastics que desenvolveu um novo processo que limpa rapidamente, mistura, e fabrica frascos que tem as mesmas características dos frascos feitos com resina de polietileno virgem de alta densidade.

Considerando que lixo é lixo em qualquer lugar do mundo, uma iniciativa como a descrita no artigo de Martin Murray, me parece possível de ser implementada no Brasil e contribuir para a limpeza dos nossos cursos d´água e de nossas praias.

Imagino que o custo dessa recuperação não deva ser baixo, visto que o resultado está sendo utilizado em embalagens de produtos para consumo humano.  No Brasil, teríamos adicionalmente os entraves previstos na legislação para a reutilização dos materiais reciclados. No entanto, o impacto ambiental de não se tomar nenhuma atitude é muito pior e imediato.

Sem dúvida devemos aumentar os nossos esforços no sentido de repensar nossas ações individuais e empresariais e reduzir a utilização de embalagens, visto que só isso será uma solução definitiva. 

Aqui  já se recicla, e com sucesso, as embalagens de defensivos agrícolas através da iniciativa Campo Limpo (www.campolimpoplasticos.com.br) que reúne fabricantes e consumidores num esforço conjunto para o reaproveitamento do material das embalagens.  Nesse caso específico, existe legislação específica para a responsabilização dos envolvidos. Mas por que isso não poderia ser feito de modo espontâneo?  Entretanto, enquanto esse dia não chega, que tal pensarmos nas possibilidades de seguir o exemplo da Method? 

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