sexta-feira, 17 de maio de 2013

Recaptcha

exemplo do recaptcha

A maioria de nós já precisou digitar aqueles conjuntos de letras e números que nos são apresentados para que validemos algum procedimento na internet.

Sempre achei o sistema, que se chama CAPTCHA, genial (embora às vezes chato!) porque o conjunto de letras e números "desenhados" ou "distorcidos" só consegue ser interpretado por humanos e, desse modo, evita que os robôs validem endereços ou se cadastrem em sites.

O que eu fiquei sabendo hoje é que o inventor do sistema, o guatemalteco Luis Von Ahn, que é tido como uma das mentes mais brilhantes da atualidade, juntamente com uma equipe de outros brilhantes desenvolvedores da Carnegie Melon University, se constituem em gênios ainda maiores ao aperfeiçoar o sistema.

Vamos ligar as coisas. A Google tem um projeto de digitalização de livros "Google books", o que é feito através do escaneamento de imagens das páginas e reconhecimento dos caracteres através de uma classe de software chamada de OCR (Optical Character Recognition). Por outro lado o Captcha usa interpretação humana para transformar imagens em texto.

O aperfeiçoamento do CAPTCHA, que é chamado RECAPTCHA e já é propriedade da Google desde 2009, aproveita aquelas palavras que não conseguiram ser interpretadas corretamente pelo OCR durante a digitalização de livros e as envia junto com uma outra que servirá para identificar o digitador como humano.  Ao enviar duas palavras para que o internauta digite, a primeira o identifica como humano e a segunda, após múltiplas checagens, automaticamente preenche o texto que não havia sido anteriormente identificado pelo OCR.  Desse modo, sem saber, estamos colaborando com o processo de digitalização de livros pelo mundo afora.

Para saber mais:

https://en.wikipedia.org/wiki/ReCAPTCHA

http://www.google.com/recaptcha

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