quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Meus desejos para 2015

Enfim, estamos quase chegando ao 1º de Janeiro de 2015, dia do ano novo, ou como diziam meus avós, dia do “ano bom”.

No fundo, no fundo, nada mais do que uma outra convenção, dessas que servem para marcar um momento e provocar reflexões.  Nesse dia os romanos comemoravam o dia de Janus, o deus dos portais, conhecido também como deus dos inícios, das mudanças,  das decisões. Era representado por uma imagem de duas faces, e que por isso conseguia olhar, ao mesmo  tempo, para o futuro e para o passado. 
Talvez, esse seja de fato um bom dia para se começar o ano.  Muitas metáforas podem sair dessa antiga comemoração.

É nesse primeiro dia do ano que abrimos um portal, novinho em folha, para um caminhar de mais 365 dias por caminhos, que se não são completamente novos porque foram pavimentados (ou entulhados) no passado, são ainda assim desafiadores no sentido em que à cada dia poderemos refazer as nossas trilhas, encontrar novos amigos, novos companheiros de viagem, novos acolhimentos, mas também novos dragões a serem dominados.

O dia de Janus também é um bom dia para exercitar o nosso olhar para o passado e filtrar as nossas experiências, tirando delas o peso desnecessário, mas registrando o aprendizado que poderá nos servir de bússola no novo ciclo.

Sigamos leves para o caminho ainda inexplorado. Em nossa bagagem, vamos substituir o peso das listas de resoluções e das boas intenções (que muitas vezes são apenas hipocrisias bem disfarçadas),  por um pouco mais de flexibilidade e improvisação.  Se tivermos que buscar algo, busquemos a relevância. No final de cada dia, nem sempre teremos 100% do que planejamos, visto que somos influenciados por todos os que estão à nossa volta, e que nem sempre estarão indo ou desejando ir para o mesmo lado, mas orgulhemo-nos de cada realização não importa o tamanho.


O que eu desejo de fato é que, todos vocês meus amigos, no dia 31/12/15 possam olhar para o caminho trilhado, respirar aliviados, e ter a certeza que fizeram o seu melhor.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Acidentes em movimentação de materiais




Vocês sabiam que segundo a HSE (Health and Safety Executive), que é a agência do Reino Unido que cuida de saúde e segurança do trabalho, 38% dos acidentes de trabalho com afastamento são decorrentes de movimentação de materiais (erguer, baixar, puxar, empurrar e carregar) ?
E que esses acidentes resultaram em uma média de 20 dias de afastamento por ano por trabalhador?
O que você faz costumeiramente para evitar esses acidentes?

Acidentes em movimentação de materiais




Vocês sabiam que segundo a HSE (Health and Safety Executive), que é a agência do Reino Unido que cuida de saúde e segurança do trabalho, 38% dos acidentes de trabalho com afastamento são decorrentes de movimentação de materiais (erguer, baixar, puxar, empurrar e carregar) ?
E que esses acidentes resultaram em uma média de 20 dias de afastamento por ano por trabalhador?
O que você faz costumeiramente para evitar esses acidentes?

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Visita com alunos ao Porto de Santos

Depois de muitos vais e não vais, finalmente o novo Prof. Coordenador do curso de Tecnologia em Logística da Universidade Braz Cubas, onde leciono, viabilizou uma visita dos alunos ao Porto de Santos no Sábado 07 de Junho.
Foram dois ônibus com 86 alunos e 6 professores, todos muito animados e bastante interessados em conhecer os pontos fortes e as dificuldades de nosso maior concentrador de importações e exportações.

Para sorte do grupo, havia uma grande quantidade de navios atracados, e isso facilitou a verdadeira aula do Comandante Alcides da Escuna Tamburutaca, sobre as características do porto, dos navios, e das cargas que estavam sendo movimentadas.

video da visita











quarta-feira, 28 de maio de 2014

Por que pensar de modo estatístico é essencial para planejar e implementar grandes Indicadores?


Este texto foi escrito por Stacey Barr, que é especialista em medição do desempenho organizacional e foi publicado originalmente em seu site "KPI Library" em  Abril de 2013.

Pensar de modo estatístico não é somente para ganhar conhecimento e habilidade para aplicar técnicas estatísticas.  Não é saber o modo como fazer uma análise de regressão ou conhecer a fórmula para colocar uma linha de tendência numa série histórica.
Você não precisa ser um estatístico ou um matemático para se tornar um mestre em pensamento estatístico. O pensamento estatístico precisa que você simplesmente conheça alguns conceitos básicos:
CONCEITO 1: Todas as coisas variam.
Tudo varia, ou oscila para cima ou para baixo de modo aparentemente errático, na maioria das vezes pela complexidade e pela interação entre muitos fatores causais.
Vendas variam por causa da economia, campanhas de marketing, quantidade de promoções, coisas que acontecem em nosso mercado alvo, ou até mesmo em função do clima.
Acidentes de trabalho, despesas com material de escritório, satisfação dos clientes, horas de retrabalho semanais, atrasos ou adiantamentos das entregas, quantas horas extras, o nosso peso, tudo varia para cima e para baixo de modo natural mas aleatório , variação essa que é causada por uma gama de interações complexas que afetam todas as coisas.
CONCEITO 2: Porque as coisas variam, existe a incerteza
Nós não podemos conhecer realmente 100% de tudo. A estatística não é como a matemática, onde você obtém respostas exatas quando você combina os números.  Por exemplo: 2 + 2 = 4.
A estatística é o estudo da incerteza, e o objetivo principal é obter padrões dos dados analisados.
Nós não podemos saber exatamente como nossas vendas acontecerão na próxima semana porque nós não conhecemos como todos os fatores causais irão influenciá-la.
CONCEITO 3: A chave para conhecer alguma coisa é encontrar as medidas de incerteza, para utilizar essas medidas como sinalizadores.
Nós podemos olhar para o passado e ver o quanto as nossas vendas variaram semana a semana, de modo que com isso possamos estimar, dentro de uma faixa de variação, como as vendas se comportarão na próxima semana.
Isso acontece porque o conceito de variabilidade é fundamental para a estatística. As variações medem a incerteza. Esta variação rotineira é fundamental para que possamos obter conhecimento dos dados, visto que isso nos ajuda a medir a quantidade de incerteza inerente em qualquer coisa que precisemos medir e gerenciar.
E o que nós podemos gerenciar é o padrão de variação e não cada figura de nossos dados.
A implicação para nós, e para as medidas de desempenho, é que nós não podemos encontrar conhecimento em figuras individuais de nossos dados.
O conhecimento pode vir somente dos padrões de dados. E estes padrões são padrões de variação. Se a variação se reduz ou aumenta, ou se move, isso geralmente é um sinal de que aconteceu alguma coisa que causou essa mudança.
Algumas vezes, quando o padrão de variação não muda, isso também é um sinal de que os nossos esforços não estão dando resultado.
Você não pode gerenciar o desempenho dos negócios sem pensar de modo estatístico – quando você ignora a variação e a incerteza, você reage à cada flutuação dos seus dados como se algo significante tivesse acontecido.
Mas na imensa maioria das vezes, nada de significante aconteceu!  Essas flutuações são apenas um produto natural de causas complexas e interrelacionadas.
Como eu fico sabendo se alguma coisa significante está acontecendo em um indicador?
Como saber se algo deve ser feito para melhorar o nosso desempenho? Nós precisamos distinguir a rotina e a variação natural de nossos dados de desempenho, de uma variação anormal ou fora da rotina , o que sinaliza uma mudança.
E é fácil fazer isso – mesmo que a maioria das pessoas nem saiba como. Só é preciso pegar os seus indicadores, alguns cálculos estatísticos fáceis, e um gráfico simples que eu estou chamando de gráfico inteligente (tecnicamente chamam-se gráficos XmR)
Vamos à ação:

Fique atento sobre como você e seus colegas tiram conclusões sobre os seus indicadores. Você está interpretando variações rotineiras como um sinal de mudança? Você está ignorando mudanças no padrão de variação que seriam sinais de mudança?

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Realidade aumentada e a logística

Imaginem a junção das tecnologias de "voice picking" com os óculos de realidade aumentada.
Isso é o que vemos neste vídeo

Confiram!

domingo, 27 de abril de 2014

Você sabe por que os caminhões da UPS nunca fazem conversões à esquerda?

Pode até ser algo que você já tenha percebido mas aposto que você não sabia porque os veículos da UPS jamais viram para a esquerda em esquinas?

Ao ler a reportagem que traduzi livremente abaixo, eu vi a solução para um problema de todo dia que sempre me incomodou: Quando vejo ônibus urbanos atrapalhando duas vias de tráfego para virar esquinas à esquerda, o que vira e mexe causa algum acidente, eu sempre me perguntei se não seria mais adequado que eles andassem até o próximo quarteirão e fizessem loops para a direita.  Wow!  Isso seria mais adequado!

Essa política da UPS de “evitar conversões à esquerda” foi anunciada aos seus motoristas em 2004. E, na prática, isso significa que muitas vezes, o trajeto alternativo poderá até parecer estúpido a eles, mas há uma razão extremamente lógica por trás dessa decisão e resultados excepcionalmente bons.

Quando os sistemas de roteamento se tornaram tecnicamente viáveis por volta de 2001, o pessoal técnico do serviço de entregas da UPS aproveitou para fazer uma análise  minuciosa de como os seus veículos realizavam as entregas.  Como uma empresa de logística que trabalha com 96.000 veículos e algumas centenas de aeronaves, muito do negócio diário da UPS pode ser condensado em uma série de problemas de otimização de transporte, envolvendo desde modos para economizar combustível e tempo, até como utilizar o espaço dos estacionamentos de forma mais eficiente.
(Nos estacionamentos da UPS, os veículos são dispostos um ao lado do outro com menos de 15 centímetros de distância entre eles, com seus retrovisores se alternando, para economizar espaço.)

Os engenheiros da UPS descobriram que as conversões à esquerda roubam a eficiência dos trajetos. Virar à esquerda (portanto contra o tráfego) resulta em esperas longas na pista da esquerda esperando pela vez de fazer a conversão, o que desperdiça tempo e combustível, além de ser a causa de uma quantidade desproporcional de acidentes. Através do mapeamento das rotas que envolvem uma série de loops à direita, a UPS incrementou a segurança e os lucros enquanto divulgava uma cativante política ambientalmente amigável.

Desde 2004, a política “vire a direita” combinada com outras implementações inovadoras, permitiu a UPS economizar em torno de 38 milhões de litros de combustível e reduzir emissões equivalentes a retirar 5.300 carros das ruas por um ano.
E se vocês duvidam de algo, é pra isso que os Caçadores de mitos (MithBusters) existem. O programa fez um teste comparando as rotas feitas pela UPS com um outro veículo fazendo as conversões à esquerda. A conclusão deles foi que a abordagem utilizada pela UPS economizou combustível apesar de ter demorado um pouco mais.


É provável que a demora adicional do pessoal do MithBusters para fazer o roteiro tenha se devido somente ao fato de que eles foram 100% rigorosos com relação às conversões para a esquerda, enquanto que o sistema de roteamento da UPS permite que os motoristas virem à esquerda em algumas poucas circunstâncias e locais (bairros residenciais e pouco tráfego). Mas as conversões à direita representam cerca de 90% do total.


Fonte: Priceonomics – disponível em http://priceonomics.com/why-ups-trucks-dont-turn-left/  by Alex Mayyasi.