quarta-feira, 2 de março de 2016

As mudanças na logística para os pequenos empreendedores no e-commerce

O mercado atual é caracterizado pelas mudanças que ocorrem cada vez com maior rapidez, causando disrupções, alterações radicais de cenário, volatilidade da fidelidade dos clientes, migração de clientes entre os canais oferecidos, afinamento da percepção dos clientes para o serviço obtido, exigindo extrema flexibilidade dos atores das cadeias de suprimentos.
Só lojas físicas já não são suficientes!
A migração dos clientes para os canais eletrônicos é inequívoca, e um ponto que vem chamando a atenção dos varejistas é o chamado omnichannel, que se define como uma experiência contínua do consumidor envolvendo todos os canais.
O omnichannel parte do princípio que o consumidor já não distingue o que é off-line do que é online e que tudo precisa estar conectado para que ele obtenha a experiência buscada.
Para os varejistas (principalmente de lojas físicas) isso provoca a necessidade de repensar qual canal deveria merecer os seus maiores esforços, o que normalmente era feito apenas como parte da estratégia da empresa em detrimento da necessidade dos clientes, e passar a centrar-se na experiência total do cliente, sob pena de perder mercado.
Para os serviços logísticos, isso é um enorme desafio porque o controle do estoque precisa ser mais que perfeito, o ciclo do pedido precisa se tornar ainda mais rápido, e os prazos de entrega não podem falhar, sob pena de perder o cliente.
Grandes empresas tem sempre a alternativa de contratar um Operador Logístico capaz de atender essas necessidades sem que o empresário precise desviar os seus próprios recursos de suas atividades centrais.
Entretanto, o que dizer dos pequenos e médios empreendedores que precisam compartilhar os seus estoques entre as lojas físicas e online, e cuidar do processamento de uma infinidade de pequenos pedidos com poucos SKUs e na maior parte das vezes, com apenas uma unidade?
Uma alternativa interessante é passar a ver a sua loja física como um grande cliente, e administrar o estoque a partir dessa perspectiva.
Eu vejo que precisam adotar boas práticas no controle dos seus estoques físicos, utilizando os mesmos cuidados e técnicas que os grandes varejistas. Por exemplo:
• Organize seus armazéns ou depósitos considerando endereços lógicos, e conceitos ergonômicos na utilização de prateleiras e equipamentos de movimentação;
• Dimensione o seu layout procurando a melhor utilização de seu espaço cúbico sem, no entanto perder de vista as facilidades para a movimentação das mercadorias;
• Use algum software ou aplicativo capaz de controlar a quantidade e o posicionamento dos itens em estoque. Um WMS seria ideal mas talvez num primeiro momento, você tenha que utilizar algum recurso digamos criativo e mais em conta;
• Invista na produtividade do processamento dos seus pedidos online, incluindo a separação das mercadorias, sua conferência, embalagem e identificação dos pacotes, bem como para a consolidação dos pedidos segundo os locais das entregas. Isso inclui a utilização de ordens de separação (não use as notas fiscais nessa fase). Determine um local específico para esses procedimentos e utilize bancadas ergonômicas e os equipamentos adequados.
• Reduza a quantidade de embalagens de transporte e não improvise. As embalagens identificam você e transmitem uma imagem sobre sua empresa. Uma embalagem bem dimensionada também reduzirá os seus custos de frete;
• Escolha muito bem seus parceiros de distribuição. Preço não é tudo! Verifique principalmente os aspectos de confiabilidade e consistência do trabalho do parceiro, e se ele conhece bem os seus produtos.

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