terça-feira, 28 de março de 2017

Nosso dia-a-dia traduzido em logistiquês.

image by Yasin Öztürk in www.freeimages.com

Em vários momentos de nossa vida somos todos Gerentes da Cadeia de Suprimentos ou de logística.
Ah! Valter, você deve estar me zoando!

Duvida? Então vamos conferir:

Quando você foi buscar seu filho(a) na casa de algum amiguinho você fez uma ação logística. Do mesmo modo, ao identificar os seus potes de tempero no armário, também praticou uma ação logística, visto que ações como essas visam aumentar a percepção de valor enquanto economizam recursos.

Quer ver mais exemplos?

·      Quando você faz uma lista de compras e vai até a mercearia para compra-las, você está fazendo a reposição do estoque (inventário) de consumíveis;
·     Quando você monta um grupo de carona solidária com seus colegas de trabalho, o que você está fazendo é a coordenação de transporte. Ao passar pela casa de cada um para busca-los você está praticando “milk-run”.
·      Quando você vai ao shopping e fica simplesmente olhando vitrines, você está fazendo pesquisa e cotação de preços;
·      Quando você convida seus amigos para jantar e pesquisa o que eles gostariam de comer, você está fazendo a Previsão da Demanda;
·         Ao rolar suas mensagens nas redes sociais, o que você está fazendo é atualizar as suas informações em tempo real;
·      E quando você pega um transporte público e faz baldeação entre diversos tipos de transporte?  Ops!  Aí complicou um pouco.  Se você compra passagens diferentes para cada transporte você estará praticando a intermodalidade. Se utilizar uma única passagem para todos os diferentes transportes então será uma operação multimodal.
·      E naquele final de semana com os amigos, em que você enche o seu isopor de cerveja e refrigerante pra levar para a churrascada?  Pois é, você atendeu às necessidades da cadeia do frio para a conservação e transporte.
·      Quando você chegou de viagem e tirou todo o conteúdo da mala, você acabou de praticar a desunitização;
·      Até quando você apenas dirige o seu carro, você está alavancando a utilidade dos seus ativos logísticos;
·      E quando você pega um atalho para ir de um lugar para outro?  Está racionalizando a rota.  Isso também acontece quando você usa um GPS para definir o seu caminho. Nesse caso, você está usando uma ferramenta de georreferenciamento para racionalizar a rota.
·      Ao arranjar os seus armários de cozinha, deixando as coisas mais utilizadas nos locais mais acessíveis você praticou uma classificação ABC;
·      Quando você leva seu filho(a) na escola, e aproveita a volta para passar no supermercado, você está aproveitando o frete de retorno;
·      Quando você arruma seus mantimentos no armário através de suas datas de validade, para garantir que irá consumir primeiro os mais antigos, você está praticando o conceito PEPS – Primeiro a expirar, Primeiro a sair;
·      E aqueles mais organizados, que marcam as quantidades de cada item da sua despensa, para saber quando deverão ser comprados novamente e garantir que nunca haverá falta?  Esses estão praticando o controle de estoques e definindo os Pontos de Reposição.
·         Ao comparar o tempo de banho dos membros da família, você desenvolveu um KPI – Um indicador de desempenho.

Ficou convencido de que a Logística permeia quase a totalidade das nossas ações?

Lembre-se: Sempre que movemos, embalamos ou armazenamos, ou controlamos o estoque de algo, estamos praticando uma ação logística. Assim vale refletir se estamos fazendo isso de modo inteligente conseguindo o máximo efeito com o mínimo de recursos.  Ao final sobrará mais tempo, mais espaço e mais dinheiro para melhorar a nossa qualidade de vida.

Aposto que você se lembrará de alguma outra ação desse tipo. Compartilhe conosco!


Inspirado em uma imagem vista na Inbound Logistics Magazine.
também publicado em Sociedade Pública

sexta-feira, 24 de março de 2017

Um pouco mais sobre a resolução de problemas


imagem by davidpheat in Pixabay.com
Atribuem a Albert Einstein a seguinte frase: Nós não podemos imaginar que vamos resolver um problema usando a mesma linha de raciocínio que o criou.

Fica claro então que para não correr o risco de continuar pensando igual, precisaremos estruturar uma forma para resolvê-los.
Iniciamos o tratamento deste assunto há duas semanas, e vamos continuar deixando mais algumas dicas sobre a resolução de problemas.
Lá eu dizia que para resolver um problema é preciso:

Medir:         – Para saber o quanto a situação está longe do esperado;
Observar:     – Para relacionar os efeitos com as possíveis causas;
Estabelecer um protocolo de ação:  Que equivale a sistematizar a forma de analisar o problema para encontrar uma solução.

Divida o seu problema em problemas menores

A primeira coisa a ser feita assim que se descobre o “gap”, ou seja a diferença entre o real e o esperado, é analisar o que está causando esse efeito.

Para isso, divida o seu “grande” problema, que de início parece insolúvel, em vários pequenos problemas e estabeleça a relação entre eles.  Siga quebrando a estrutura dos problemas até que se mostrem únicos. 
Desse modo será mais fácil identificar os diversos fatores que contribuem para o efeito indesejável e você poderá priorizar aquele que é o mais crítico a ser resolvido. A pergunta nessa fase é: Por que?
Nessa hora, usar uma ferramenta como o Diagrama de Ishikawa será de grande valia.
Diagrama de Ishikawa
A análise do diagrama possibilitará encontrar a causa raiz do problema e sabendo disso, você poderá desenvolver as contramedidas necessárias para eliminar essa causa.
Para ir a fundo na análise dos ramos do diagrama, use a ferramenta 6W2H (farei uma postagem específica sobre ela – mas há muito material disponível na web).

Não pare sua análise, siga o diagrama procurando as interações para ter certeza que está eliminando os fatos que causam o problema. Para isso você deverá compreender as fases do processo que apresenta o problema, é possível que tenha que entrevistar pessoas, levantar novos dados, enfim aprender sobre o assunto.

Estabeleça metas de melhoria

Agora que você sabe o que causa a não conformidade, estabeleça suas metas de melhoria. Nessa fase seja ousado, mas objetivo. As metas de melhoria devem ser mensuráveis e atingíveis.
Crie mudanças sustentáveis para que o problema não volte a ocorrer.  Isso implica também na definição de medidas preventivas.

Em resumo: Não fique discutindo muito. Busque os fatos que causam os problemas e aja para eliminá-los.

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sexta-feira, 17 de março de 2017

Como medir a área de um armazém? A revival de um sucesso de bilheteria.


Esta foi a postagem inicial de uma série de três, em que falamos sobre dicas de medição de um prédio para, em seguida, planejar um layout ou analisar melhorias.

photo by Laura Leavell in www.freeimages.com
O primeiro passo antes de iniciar o desenvolvimento de um layout, seja para instalações de armazenagem (porta-páletes, prateleiras), ou para instalar máquinas operatrizes, é sempre conhecer as características geométricas da área em que será aplicado, afim de resolver o layout da maneira mais eficaz e flexível.

É preciso ter em mente ao medir uma área, principalmente em prédios antigos e não pré-moldados, que suas paredes podem não ser ortogonais apesar da aparência. Muito provavelmente você encontrará também distâncias diferentes entre pilares.

Muito cuidado terá de ser tomado também com a presença de obstruções que muitas vezes passam despercebidas, tais como: ... Para ler mais clique aqui


http://clinica-blog.blogspot.com.br/2010/11/como-medir-area-de-um-armazem.html


sábado, 11 de março de 2017

Quando há um problema, você acha que encontrar uma resposta resolve tudo?

Nada está mais longe da verdade! Encontrar uma resposta não é o último passo. É apenas o passo anterior ao início das ações necessárias para retornar à harmonia.




Para continuar a nossa conversa é preciso que concordemos com alguns axiomas sobre os problemas:


  • Um problema existe quando você tem que relacionar dois ou mais fatos mensuráveis, que estejam em conflito.
    Isso leva a um outro axioma: Todos os elementos causadores do problema devem ser mensuráveis;
  • E antes que você se desespere, saiba que:
    Tudo, sem exceções, é mensurável. Talvez você não saiba como medir algo, mas isso não significa que não possa ser medido.
  • Todo problema tem solução. Também nesse caso não há exceções. Vou repetir: Todo problema tem solução!  E geralmente tem mais do que uma única solução.
  • Para resolver um problema a primeira coisa a fazer é entendê-lo completamente.

É da natureza humana querer encontrar soluções para um problema antes dele ter sido entendido. Quem nunca se pegou botando um equipamento para funcionar antes de ler o manual? Ou começando a desmontar uma máquina quebrada antes de saber as suas características de funcionamento?
Na boa? Evite isso. Entenda primeiramente a natureza do problema, os usos, as funções, e as características do que não está em conformidade com os resultados esperados, e deixe que isso guie a escolha de suas alternativas de solução

E agora sim, alguém poderia apresentar um certo grau de pânico. Para resolver problemas você dependerá em maior ou menor grau, de criatividade, de intuição, e de muita observação. Porque para contar só com a lógica (o que já não é assim tão fácil), você teria que dispor da totalidade dos fatos, o que convenhamos é muito raro no mundo real.

 E agora, o que fazer?

O primeiro passo é aprender a medir.  Já disse em outras oportunidades, aqui mesmo no blog, que só conhece quem mede. E já fiz outras postagens mostrando como como medir, como comparar, e como apresentar os resultados dessas medições.

Um segundo passo importante, é observar o comportamento do sistema que parece ser um problema. Eu disse “parece ser” porque em muitas ocasiões, aquilo que parece ser o problema é na verdade uma consequência do verdadeiro problema.  Portanto, exercite o seu poder de observação – mais dados aqui.
E em terceiro lugar, estabeleça um protocolo de exploração do problema, para que nada seja esquecido.
Você, com certeza, já viu algum vídeo de um sítio de exploração arqueológica com aquelas linhas delimitando quadros no chão. Pois é, aquilo é feito para que nenhum pedaço de terra seja esquecido.

Do mesmo modo, é para isso que servem as listas de checking preenchidas pela tripulação de uma aeronave. Exatamente para que nada tenha sido deixado de lado.
Só assim você poderá ter a certeza de que sua análise foi completa.

Em uma outra postagem, vamos reunir essa abordagem dos problemas, com simplificação do trabalho, e com o assunto que tratamos na semana anterior sobre gerenciamento da mão de obra.

Se gostou desta postagem, comente, dê o seu joinha. E se tiver algum assunto que queira ver desenvolvido, deixe o seu comentário.